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Após protesto, Doria afasta estrutura de atendimento da nova cracolândia

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A rejeição de moradores da região da praça Princesa Isabel, onde se estabeleceu a nova cracolândia de São Paulo, empurrou para bem longe dos viciados um espaço estratégico de combate ao uso de crack.

A gestão João Doria (PSDB) começou a instalar nesta segunda-feira (5), 25 contêineres -uma estrutura provisória de atendimento- no estacionamento da Guarda Civil Metropolitana, a cerca de um quilômetro da praça Princesa Isabel.

Na sede da GCM, localizada na rua general Couto Magalhes, também na região central, os contêineres terão cem camas para pernoite temporária, um refeitório, 20 chuveiros, três banheiros com 18 vasos sanitários, duas salas de atendimento social e até uma academia ao ar livre.

A prefeitura disse, em nota, que o local vai funcionar ainda nesta semana.

"Após avaliação médica e social, os acolhidos serão encaminhados para outros centros de acolhida, clínicas terapêuticas ou leitos de internação", informou. A previsão é que 400 pessoas sejam atendidas diariamente no novo espaço, segundo a prefeitura.

SUSPENSÃO

Um protesto de moradores impediu na semana passada que a estrutura fosse montada em um terreno pertencente à Cohab (Companhia Metropolitana de Habitação), na rua general Rondon, a uma quadra da nova cracolândia.

Os moradores reclamaram que não foram consultados sobre a decisão e que o novo posto de atendimento traria mais sensação de insegurança. "Os dependentes químicos não estão no seu juízo normal, andam com faca e pela droga podem fazer qualquer coisa. Após a chegada deles aumentou a insegurança por aqui", disse Marlene de Oliveira, 57, que reside na rua general Rondon há 23 anos.

ATENDIMENTOS

A prefeitura informou nesta segunda que já fez 10.300 abordagens na região da Luz, desde a realização da operação policial na antiga cracolândia, no dia 21 do mês passado.

Desse total, 5.656 pessoas foram encaminhadas para acolhimento na rede assistencial, como em espaços do Complexo Prates e do CTA (Centro Temporário de Acolhimento). Outras 4.677 pessoas recusaram atendimento.

Desde o início da ação, foram feitas 145 internações voluntárias, 49 delas apenas entre a última sexta-feira (2) e o domingo (4), sendo 23 em hospitais municipais, segundo balanço da prefeitura.

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