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Putin nega interferência eleitoral nos EUA e culpa democratas por derrota

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente da Rússia, Vladimir Putin, voltou a negar nesta sexta-feira (2) as acusações de que seu governo interferiu nas eleições americanas no ano passado e responsabilizou o Partido Democrata por sua derrota no pleito.

O líder russo afirmou que as acusações contra o Kremlin não apresentam "nada concreto, apenas presunções", e que não há "digitais russas" nos supostos ciberataques utilizados para influenciar as eleições. Ele também sugeriu que espiões americanos podem ter forjado as evidências dos ciberataques.

Para Putin, as acusações contra a Rússia equivalem a uma "fofoca danosa" gerada pelos democratas, insatisfeitos com a derrota. O chefe do Kremlin também disse que Donald Trump venceu as eleições unicamente porque a campanha republicana foi melhor que a democrata.

Os serviços de inteligência dos Estados Unidos acusam o governo russo de ter ordenado ciberataques contra alvos do Partido Democrata durante a campanha para beneficiar a candidatura de Trump.

Atualmente, assessores de campanha de Trump são investigados pelo Congresso e pelo FBI (polícia federal americana) pelos supostos elos com a Rússia. O Kremlin e a Casa Branca negam as acusações de conluio.

Durante a campanha eleitoral, Trump prometeu reduzir as tensões com a Rússia, elevadas durante o governo de Barack Obama devido a fatores como suas diferenças em relação aos conflitos na Síria e no leste da Ucrânia.

Entretanto, o governo americano vem dando sinais contraditórios sobre sua estratégia para a Rússia desde a posse de Trump, ora dizendo que Moscou pode ser um aliado importante, ora defendendo que os russos são uma ameaça à segurança nacional.

EMPRESÁRIOS

Putin também afirmou nesta sexta-feira que as relações entre Moscou e Washington estão em seu ponto mais crítico desde a Guerra Fria.

O líder russo, que fez suas declarações em um fórum econômico em São Petersburgo, pediu que os empresários americanos presentes ao encontro usem sua influência para "ajudar a restabelecer um diálogo político normal" entre os dois países.

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