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Líderes europeus afirmam que termos não serão renegociados

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ISABEL FLECK

WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) - Menos de uma semana depois de tentarem demover o presidente dos EUA, Donald Trump, da ideia de abandonar o Acordo de Paris durante a reunião do G7 na Sicília, os líderes de Alemanha, França e Itália lamentaram a decisão anunciada nesta quinta (1º) e disseram não ser possível renegociar o texto.

"Consideramos irreversível o impulso gerado em Paris em dezembro de 2015 e acreditamos firmemente que o Acordo de Paris não pode ser renegociado", diz o texto.

Num inédito pronunciamento em inglês, o presidente francês, Emmanuel Macron disse que a saída americana é "um erro para os EUA e para o mundo".

A chanceler alemã, Angela Merkel, declarou estar "decepcionada" com a decisão. "Agora, mais do que nunca, vamos trabalhar por políticas globais para salvar nosso planeta", disse seu porta-voz.

O mesmo fez a britânica Theresa May, que demonstrou sua decepção em telefonema a Trump nesta quinta, segundo seu porta-voz.

A decisão do republicano pode ter impacto político externo no futuro, influenciando negociações com tradicionais parceiros europeus em outros temas de interesse.

O governo brasileiro também reagiu ao anúncio com "profunda preocupação e decepção". "Preocupa-nos o impacto negativo de tal decisão no diálogo e cooperação multilaterais para o enfrentamento de desafios globais", disse o Itamaraty, em nota.

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