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ATUALIZADA - Diretor de comunicação da Casa Branca renuncia ao cargo

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ISABEL FLECK

WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) - O diretor de comunicação da Casa Branca, Mike Dubke, renunciou ao posto, segundo a imprensa americana. O assessor teria apresentado sua carta de demissão no último dia 18, mas ofereceu permanecer no cargo até o fim da viagem ao exterior do presidente Donald Trump.

O estrategista republicano só havia entrado no governo em 6 de março, depois que Trump havia ficado quase 40 dias sem um diretor de comunicação (quem assumiu a função no período foi o porta-voz, Sean Spicer, que acumulou as duas atividades).

A imprensa americana especula que a saída de Dubke, 47, é a primeira de uma série de mudanças no gabinete de Trump que deve ser anunciada nesta semana. O diretor continua trabalhando, e não foi divulgado qual será seu último dia na Ala Oeste da Casa Branca.

Os motivos da renúncia de Dubke não estão claros, mas ela ocorre em meio ao desgaste provocado pelos vazamentos sobre a investigação do FBI (polícia federal americana) sobre possíveis elos de assessores de Trump com a Rússia.

A mais recente revelação mostra que o genro e assessor do presidente, Jared Kushner, discutiu com o embaixador russo nos EUA, Sergei Kislyak, antes da posse, o estabelecimento de um canal de comunicação "secreto e seguro" entre os dois países. Kushner também teve três contatos não revelados anteriormente com o embaixador em 2016, dois deles ainda durante a campanha.

A investigação sobre a Rússia está ainda no centro do escândalo envolvendo a demissão do ex-diretor do FBI, James Comey. Segundo os vazamentos à imprensa, Comey teria registrado, meses antes, em um memorando, um pedido de Trump para parar uma investigação federal sobre o ex-conselheiro de Segurança Nacional Michael Flynn, que também caíra por seu contato com o embaixador russo.

Em meio aos escândalos, a comunicação de Trump é um dos principais alvos de crítica dentro e fora da Casa Branca. Há fortes rumores de que o porta-voz, Sean Spicer, também pode ser substituído nesta semana pela vice-porta-voz, Sarah Huckabee Sanders.

Durante a visita de Trump ao Vaticano, assessores teriam se surpreendido com o fato de o presidente cortar, na última hora, Spicer -o único católico praticante de sua equipe- do encontro com o papa Francisco.

Os desdobramentos da investigação do FBI sobre a Rússia também estariam fazendo Trump considerar mudanças em sua equipe mais próxima, com a convocação de três ex-assessores de campanha, segundo o "Wall Street Journal".

Corey Lewandowski e David Bossie, ex-assessores de campanha, poderiam ser chamados pelo presidente para lidar com a crise envolvendo a investigação. David Urban, outro membro da equipe de campanha, estaria sendo considerado para um alto posto na Casa Branca.

Advogados também podem ser contratados para acompanhar a investigação.

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