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ATUALIZADA - Alemanha eleva tom contra presidente após nova crítica

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a criticar a Alemanha nesta terça-feira (30) por seu superavit comercial com os EUA e pelo nível de gastos militares, um dia após a chanceler alemã, Angela Merkel, ter levantado dúvidas sobre a confiabilidade dos americanos como aliados.

"Temos um enorme deficit comercial com a Alemanha, e eles ainda pagam bem menos do que deveriam à Otan [aliança militar ocidental] e militares. Muito ruim para os EUA. Isso irá mudar", escreveu Trump no Twitter.

A declaração de Trump ocorre em meio à tensão desencadeada por Merkel após afirmar, em um evento de cerveja no domingo (28), que a Europa deve "viver por conta própria" diante de novos desafios, como o crescente isolacionismo do governo Trump e a decisão do Reino Unido de deixar a União Europeia.

Em mais um desdobramento da rusga, o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Sigmar Gabriel, disse na segunda-feira (29) que Trump "enfraqueceu" o Ocidente e trabalha contra os interesses da Europa.

Nesta terça, Gabriel procurou amenizar a tensão com o presidente americano, dizendo que "os Estados Unidos são maiores e mais antigos do que o conflito atual" e que as relações bilaterais devem melhorar. "É inapropriado que estejamos nos comunicando por meio de uma tenda de cerveja e do Twitter", acrescentou Gabriel.

Enquanto isso, o líder do Partido Social-Democrata no Parlamento alemão, Thomas Opperman, afirmou que o líder dos EUA "deixa claro com o tuíte dele que ele vê a Alemanha como um oponente político".

Já o candidato do partido à Chancelaria na eleição de setembro, Martin Schulz, afirmou que Trump é o "destruidor de todos os valores ocidentais", e que o presidente dos EUA minava a cooperação pacífica entre as nações baseada em respeito mútuo e tolerância. "É preciso ficar no caminho de um homem com tal ideologia de rearmamento."

Angela Merkel também voltou ao tema nesta terça. Numa entrevista coletiva, afirmou que "a Europa deve ser um ator mais ativo nas questões internacionais".

A chanceler alemã lembrou que os "os laços transatlânticos são de importância primordial para nós, mas na atual situação há ainda mais razões para tomarmos o destino em nossas mãos".

Desde a campanha presidencial, no ano passado, Donald Trump critica a Otan (aliança militar ocidental).

Em reunião na organização na semana passada, o presidente americano voltou a cobrar que os demais membros da aliança aumentem seus investimentos em defesa e os acusou de dever "grandes quantidades de dinheiro" à instituição.

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