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Trump fica isolado em debate sobre clima no G7

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ISABEL FLECK

WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) - Após ter sido muito bem recebido nas escalas iniciais de sua primeira viagem internacional como presidente, Donald Trump se viu nesta sexta-feira (26) isolado nas discussões do G7 quando o assunto foi o clima.

A pressão dos líderes de Alemanha, França, Canadá, Itália, Japão e Reino Unido foi para que os EUA não abandonem o Acordo de Paris sobre o clima, assinado em 2015 por quase 200 países.

"Deixamos claros que queremos que os EUA mantenham seus compromissos", disse a chanceler alemã, Angela Merkel, ao fim do encontro, na Sicília --último destino de Trump antes de retornar a Washington.

"Todos nós colocamos argumentos muito diferentes instando o presidente a ficar no acordo sobre o clima", afirmou Merkel, acrescentando que a discussão foi "controversa", mas "honesta".

Após o encontro, Gary Cohn, assessor econômico da Casa Branca, afirmou que as ideias de Trump sobre as mudanças climáticas "estão evoluindo" e que o presidente estava ali "para aprender".

"Sua base para tomar decisões será, em última instância, o que for melhor para os EUA", disse Cohn.

Pelo acordo, os EUA se comprometeram a reduzir de 26% a 28% as emissões de gases do efeito estufa até 2025. O país é o segundo maior emissor de gás carbônico do mundo, só atrás da China.

Na campanha, Trump chegou a dizer que o aquecimento global era uma "farsa" e ameaçou retirar os EUA do Acordo de Paris.

ALEMANHA 'MÁ'

Trump já chegou ao encontro do G7 em meio a uma saia justa, após revelações de que ele criticou a Alemanha em reunião com Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia (braço executivo da UE), e Donald Tusk, chefe do Conselho Europeu, em Bruxelas, na terça (23).

O americano teria chamado a Alemanha de "má, muito má", por "inundar" de carros o mercado americano de carros, segundo a revista alemã "Der Spiegel", que cita diplomatas da UE. "Ele não usou a palavra 'má' para dizer maldade. Eles quis dizer que existe um problema", tentou amenizar Juncker.

TERRORISMO

Os sete países, contudo, acharam um ponto comum na condenação do atentado em Manchester e no combate ao terrorismo.

As economias mais desenvolvidas do mundo fizeram, nesta sexta (26), um chamado às empresas de tecnologia para que ajudem a remover conteúdo extremista das redes sociais.

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