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Acolhidos passam mal após comerem em centro da prefeitura na cracolândia

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Pessoas acolhidas no complexo Prates, na região do Bom Retiro, centro de São Paulo, passaram mal após jantarem no local na noite desta quinta-feira (25).

A unidade tem recebido pessoas removidas da cracolândia, desde o último domingo (21), quando a prefeitura iniciou uma série de ações na região.

Um deles foi Roberto Aljoras Buzzesse, 30, que passou mal depois de comer macarrão com almondegas no local. "Estou passando mal desde a madrugada. Senti assim que comi que estava estranho", disse.

A reportagem encontrou Buzzesse na antiga tenda do programa Braços Abertos. Lá, outras pessoas também haviam comido a comida estragada.

A Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social não informou o número de pessoas que passaram mal, mas disse que está apurando o motivo do problema e que já "providenciou a troca dos alimentos para que os acolhidos não fossem prejudicados". Em caso de irregularidade, a empresa será punida.

No início da semana, a reportagem flagrou acolhidos no complexo dormindo no chão frio e duro, sem colchão, enrolados em cobertores. O secretário de assistência social, Filipe Sabará, negou na ocasião que os moradores tenham dormido no chão, e disse que a "prefeitura não pode impedir que eles fiquem no chão".

Frequentadores do local disseram faltar estrutura para atender mais pessoas -por já estar lotado. Eles pediram para não ter os nomes revelados com medo de represálias. Um homem afirmou haver 55 beliches improvisados na quadra e temer que novos moradores pudessem ficar em lugar descoberto até de noite.

OPERAÇÃO

A dispersão da região conhecida como cracolândia teve início após operação policial do governo do Estado, ocorrida no último domingo. Apesar da remoção do aglomerado de pessoas e das barracas da alameda Dino Bueno, outras 23 minicracolândias surgiram na região central de São Paulo.

O maior está na praça Princesa Isabel, a apenas dois quarteirões da antiga cracolândia. De quinta para sexta-feira, o número de pessoas no local dobrou de 300 para 600, e os comerciantes já relatam problemas como furtos, cortes de fiação de energia elétrica e redução significativa no número de clientes.

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