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Filipinas lança ofensiva militar para desalojar milícias ligadas ao EI

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Forças de segurança do governo das Filipinas lançaram “ataques de precisão” nesta quinta (25) com o objetivo de desalojar militantes ligados à facção terrorista EI (Estado Islâmico) da cidade de Marawi, no sul do país, que tem cerca de 200 mil habitantes.

Segundo relatos da agência de notícias “Associated Press”, os militantes incendiaram edifícios e fecharam grande parte da cidade desde a noite desta terça (23). Já há milhares de refugiados.

O presidente Rodrigo Duterte afirmou ainda que um chefe de polícia foi detido em um posto de controle das milícias e decapitado pelos terroristas.

Duterte impôs uma lei marcial de 60 dias na ilha de Mindanao, onde a cidade sitiada se localiza. Cerca de 22 milhões de pessoas moram na ilha. O presidente disse que pode expandir a lei marcial para todo o território filipino.

O tenente-coronel Jo-ar Herrera, um porta-voz militar, disse à “Associated Press” que por volta de 20 pessoas morreram nos combates. Pelo menos 13 das vítimas seriam militantes radicais, além de cinco soldados do país. Tanques e helicópteros foram usados pelo governo nos ataques.

Segundo especialistas, o avanço do EI nas Filipinas se deve a Isnilon Hapilon, comandante do grupo Abu Sayyaf, que se declarou aliado do EI em 2014 e que controla uma aliança de pelo menos dez grupos inspirados pela organização terrorista.

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