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Rapper Thaíde tem público animado em um dos últimos shows da Virada

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SARAH MOTA RESENDE

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Na leva final das apresentações da Virada Cultural de 2017, o rapper Thaíde fez seu show na rua 24 de Maio, centro de São Paulo. Foram exatos 40 minutos de música, em um show que começou pontualmente as 18h.

Hits de sucesso com "Sr. Tempo Bom" e "Ninguém Sabe" dividiram espaço no set list com novas faixas, caso da música "Stilo", que está no novo álbum do cantor, o "Vamo Que Vamo Que o Som Não Pode Parar".

O ambulante Everton Cuba, 29, aproveitou para curtir a apresentação do ídolo enquanto comercializava bebidas. "Vendi bastante cerveja e em nenhum momento fui abordado por policiais", disse. "Mas a qualidade do som era ruim, abafado, atrapalhou a apresentação", opina.

Policiais que rondavam o local garantiram a segurança do público presente, sem contagem oficial. Não houve nenhuma ocorrência durante a apresentação do rapper.

A chuva forte que caía não desanimou os fãs do músico, que se aglomeraram na frente do palco quando o cantor desceu para cumprimentá-los e tirar fotos com quem conseguiu um lugar na grade.

Felipe Olich, 29, professor de geografia e agente de segurança, foi um dos contemplados com um contato mais próximo com o ídolo. "Curto Thaíde desde que eu era criança e, em 2013, comecei a acompanhar os shows dele", disse, minutos antes de entrar no camarim do músico, que recebeu fãs após a apresentação.

Ao 49 anos, Thaíde é um veterano do hip-hop no Brasil. "Já curti muitas Viradas, mas dessa vez vim só para fazer o show", disse o cantor à reportagem. "Não existe artista sem o apoio do público. Inclusive, o conforto que o artista conquista depois de um tempo é graças ao apoio dos fãs. Então, o mínimo a se fazer é dar a atenção devida a eles."

Thaíde, que já foi VJ da MTV e apresentou o programa "A Liga", na Band, também se aventura no mundo das editoras. Depois de lançar, no ano passado, em parceria com o escritor e jornalista Gilberto Yoshinaga, "Thaíde: 30 anos Mandando a Letra" (editora Novo Século), o rapper se prepara, agora, para publicar uma autobiografia em 2018.

"Independente de quem for a gestão, é um privilégio tocar na Virada. Acho que o público quer mais curtir o show mesmo", disse o músico. De fato, de protesto durante a apresentação, só mesmo o das letras de cunho social de suas músicas, cantadas em coro pelos fãs. O "Fora, Temer", que contagiou apresentações neste fim de semana, não foi incluído no repertório -nem do músico, nem do público.

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