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Alvo de manifestações por sua queda, Maduro dá apoio a atos contra Temer

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Afetado por 50 dias de protestos de opositores exigindo sua queda, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, deu apoio neste domingo (21) às manifestações no Brasil que pedem a saída de Michel Temer.

Em seu programa na TV estatal, o chavista disse que uma máfia tomou conta da política brasileira e que "já tem 15 ministros que renunciaram e estão na prisão" -na verdade, nove saíram e nenhum deles está na cadeia.

"A podridão da máfia explodiu na cara deles", disse, referindo-se à delação da JBS. "Mas agora sim o povo brasileiro vai determinar seu próprio destino com o poder que tem nas ruas. Abaixo Michel Temer, viva o povo do Brasil".

Ele ainda chamou de "genocídio social" a PEC do Teto de Gastos, uma das principais reformas impulsionadas por Temer.

"Os setores do neoliberalismo, capitalista de direita, estão colocando uma blindagem constitucional para proibir qualquer aumento orçamentário ou de gastos sociais por 20 anos. Isso é um genocídio social, é inviável".

Maduro critica Temer desde o início por considerar que Dilma Rousseff sofreu um golpe. Embora a petista tenha se distanciado de Caracas nos últimos meses na Presidência, seu partido continuava a apoiar o chavismo.

A antipatia aumentou com a entrada de José Serra no Itamaraty. O tucano mudou a política neutra de Dilma para criticar Maduro abertamente. O venezuelano rebatia citando as acusações contra o ministro na Lava Jato.

Desde o início da onda de protestos deste ano, o Itamaraty, agora liderado por Aloysio Nunes Ferreira, tem culpado o governo chavista pela violência, defendeu o afastamento a Venezuela do Mercosul e a suspensão do país na OEA.

Na sexta (19), a Chancelaria venezuelana afirmou que o Brasil está "submerso na crise moral e institucional mais bárbara do planeta", em nota sobre as críticas do presidente dos EUA, Donald Trump, a Caracas.

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