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'É um mito que o povo não gosta de música instrumental', diz Carlos Malta

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JOÃO CARNEIRO

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Saxofone soprano e tenor, flauta baixa e soprano, um apito de festa infantil, uma flauta feita de antenas de TV e porquinhos de borracha.

Essa é a lista dos instrumentos tocados pelo músico Carlos Malta em seu show na Virada Cultural, às 10h de domingo (21), no Largo do Arouche.

O multinstrumentista se apresentou para um público de aproximadamente 50 pessoas, debaixo de uma garoa que parava, voltava e logo parava de novo. Tocou versões instrumentais de vários clássicos da música brasileira, como "Asa Branca" e "Fé Cega, Faca Amolada".

Depois de tentar, sem sucesso, interagir com o público de cima do palco, resolveu descer até à plateia. Aí sim, conseguiu formar uma roda de dança animada.

Quando Malta voltou ao palco, foi a vez de um jovem, apoiado na grade na frente da plateia, tentar interação com o músico. Levantando a mão em sua direção, gritou "Fora, Temer!".

A tentativa não emplacou. "[Temer] não está aqui nem virá, é melhor gritar 'Dentro, nós!'", pediu o músico, mas tampouco conseguiu adesão.

Perguntado pela reportagem se está satisfeito com o modelo da Virada deste ano, Malta disse que desde que haja palco para a música instrumental, está satisfeito. "É um mito que o povo não gosta de música instrumental", afirmou.

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