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Deputado republicano diz que pedido de Trump justifica impeachment

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O deputado republicano Justin Amash, 37, do Michigan, foi o primeiro do partido a afirmar que há mérito para o impeachment do presidente Donald Trump se comprovado que ele pediu ao ex-diretor do FBI James Comey para encerrar uma investigação federal.

Questionado nesta quarta-feira (17) pelo site The Hill se os detalhes envolvendo um memorando que Comey escreveu após reunião com Trump em fevereiro justificariam um impeachment, Amash disse: "Sim".

"Mas todos têm direito a um julgamento justo neste país", afirmou Amash ao sair do encontro com a liderança republicana da Câmara dos Deputados. O presidente da Casa, Paul Ryan, afirmou que confia em Trump e que antes de um julgamento apressado "precisamos dos fatos".

O jornal "The New York Times" informou nesta terça (16) que Trump pedira a Comey que encerrasse uma investigação sobre Michael Flynn, conselheiro de Segurança Nacional que renunciou em janeiro após a imprensa revelar que ele havia mentido ao vice-presidente, Mike Pence, sobre contatos com russos.

O registro do pedido de Trump estaria em um memorando escrito por Comey, de acordo com funcionários do governo que tiveram acesso ao documento. Comey, que liderava uma investigação do FBI sobre contatos irregulares de Flyyn e outros auxiliares de Trump com o governo russo, foi demitido na semana passada.

Caso se comprove verdadeiro o conteúdo do suposto memorando, aumentariam as suspeitas de que Trump agiu para obstruir a Justiça e abafar os inquéritos sobre os elos de sua campanha presidencial com a Rússia.

Outro repórter perguntou a Amash se ele confia mais na palavra de Comey ou na palavra de Trump. "Acho que está bastante claro que eu tenho mais confiança no diretor Comey", replicou o deputado republicano.

Integrante da ala mais conservadora do Partido Republicano, Amash é um crítico frequente do governo Trump e adotou posições contrárias à Casa Branca em temas como a reforma do Obamacare.

INVESTIGAÇÃO

Republicanos na Câmara passaram a apoiar o estabelecimento de uma comissão independente para investigar as relações entre Trump e a Rússia. Além de Amash, Walter Jones (Carolina do Norte) e Adam Kinzinger (Illinois) se mostraram favoráveis a isso.

Kinzinger, que era contra uma comissão independente, mudou de opinião. Em entrevista à rede CNN na manhã desta quarta (17), ele disse que "parece que todo dia tem alguma nova informação".

"Isso é muito preocupante e precisamos chegar ao fundo disso. Temos de obter respostas."

Atualmente, comissões no Senado e na Câmara, além do próprio FBI, investigam o elo entre Trump e Rússia e o papel que Moscou teria desempenhado nas eleições americanas de 2016.

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