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ATUALIZADA - Bandido faz seis reféns em agência dos Correios em São Paulo

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WILLIAM CARDOSO

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Uma tentativa de assalto a uma agência dos Correios na Vila Formosa, na zona leste de São Paulo, terminou nesta segunda-feira (15) com seis funcionários feitos reféns. Depois de cerca de quatro horas de negociação, a polícia conseguiu libertar as pessoas e prender o ladrão.

O crime aconteceu antes mesmo da abertura da agência. A tesoureira responsável pelo cofre da unidade foi rendida ao sair de sua casa, em Itaquera, na zona leste da capital, e levada até o local de trabalho. Na entrada, mais cinco funcionários foram feitos reféns pelo bandido armado.

A descrição do crime levou a polícia a desconfiar que quem participou do assalto conhecia a rotina e sabia quais eram as funções de cada um dos funcionários.

A Polícia Militar chegou rapidamente ao local. Um dos PMs que participaram da ocorrência afirma que recebeu, via rádio, durante um patrulhamento de rotina, a informação de que uma funcionária dos Correios tinha se tornado refém de um bandido. No mesmo momento, ele seguiu direto para a agência mais próxima de sua área, imaginando que talvez o criminoso pudesse levar a mulher para lá.

Como o 58º DP (Vila Formosa) estava sem acesso ao sistema de registro de boletins de ocorrência, o delegado responsável ouviu as testemunhas no 31º DP (Vila Carrão). Lá, um funcionário disse à reportagem que o ladrão exigiu que todos ficassem de joelhos, sob a mira da arma, durante boa parte do tempo. Somente depois permitiu que se sentassem em cadeiras.

O funcionário, que preferiu não se identificar, disse que o ladrão ficou o tempo todo ao telefone e que parecia irritado pelo fato de os comparsas não terem invadido a agência junto com ele. A negociação para que ele libertasse os reféns e se rendesse contou com a participação de policias do Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais).

Segundo o marido de uma das reféns, trata-se do quinto assalto em pouco mais de um ano na mesma agência.

Os Correios disseram, em nota, que o caso está sob investigação. A empresa afirmou que dá apoio aos funcionários e que não fornece detalhes ou estatísticas, por se tratar de assunto de segurança.

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