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ATUALIZADA - Macron nomeia conservador como primeiro-ministro francês

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente da França, Emmanuel Macron, nomeou o conservador Edouard Philippe, 46, como primeiro-ministro. É a primeira vez na história moderna francesa que um presidente indica voluntariamente ao cargo de premiê, o chefe de governo, um político de fora do seu partido.

Vindo da ala moderada do partido Republicanos (centro-direita) e ligado ao ex-premiê Alain Juppé, espera-se que o prefeito de Le Havre atue como contrapeso aos membros do Partido Socialista (centro-esquerda) que se juntaram ao movimento centrista República Em Frente! de Macron.

Alguns membros da direita moderada já se uniram a Macron, mas a designação de um membro dos Republicanos significa um forte sinal de união entre partidos para que os franceses concedam maioria ao novo presidente no Parlamento, o que permitiria levar adiante seu programa de reformas liberais e sociais.

O líder do Republicanos, Bernard Accoyer, reagiu friamente ao anúncio de Philippe como premiê do governo Macron. "Esta é uma decisão individual. Isso não é um acordo político", disse Accoyer.

Classificando o atual cenário como "ambíguo", o secretário-geral do Republicanos questionou: "Esse novo premiê irá apoiar os candidatos do República Em Frente! do presidente ou vai apoiar os candidatos do Republicanos, os candidatos do seu próprio grupo político?".

O partido de centro-direita tenta se afastar da imagem de François Fillon, derrotado após um semanário satírico publicar uma denúncia contra ele. Ele teria remunerado sua mulher de maneira ilegal, o que nega. A legenda quer recuperar o terreno perdido, elegendo parlamentares o suficiente para poder influenciar o governo Macron.

Na França, se o presidente não tem a maioria na Assembleia Nacional, ele é obrigado a aceitar um primeiro-ministro de outra força política -um cenário chamado de "coabitação", visto pela última vez em 2002, no qual os poderes do presidente ficam reduzidos.

De olho no cargo, o ex-premiê Manuel Valls, chefe do governo do ex-presidente socialista François Hollande, pediu para representar o República Em Frente! nas legislativas. O movimento rejeitou a candidatura, alegando que ele já cumpriu três mandatos e, portanto, não se encaixa na proposta de renovação política.

A tarefa de eleger parlamentares é especialmente difícil ao movimento República Em Frente! porque foi fundado há apenas um ano, com militantes sem experiência, e vai concorrer na eleição contra as siglas tradicionais.

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