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País faz mobilização contra gripe neste sábado; SP decide ampliar público-alvo

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Acontece neste sábado (13) a mobilização nacional da campanha de vacinação contra a gripe. Com isso, os postos de saúde de todo o país ficarão aberto. Segundo o Ministério da Saúde, serão 36 mil salas de vacinação operando no país, sendo 531 apenas na capital paulista.

No Estado de São Paulo, o governo anunciou nesta sexta (12) a ampliação do público-alvo da campanha, incluindo agentes das polícias Militar, Civil e científica, bombeiros, carteiros, profissionais do Poupatempo, judiciário e Ministério Público. O Instituto Butantan disponibilizou 600 mil doses extras para esses novos grupos.

O chamado Dia D acontece todos os anos para intensificar a campanha de vacinação, que neste ano começou em 17 de abril e seguirá até o próximo dia 26.

A meta é imunizar 90% das crianças de seis meses a menores de cinco anos, pessoas com 60 anos ou mais, trabalhadores de saúde, povos indígenas, gestantes e puérperas, presos, funcionários do sistema prisional e portadores de doenças crônicas. A novidade são professores, que passam a integrar o público-alvo.

Até a tarde desta sexta, o ministério registrava 18,4 milhões pessoas imunizadas em todo o país, o que corresponde a 36% do público-alvo. Os Estados com a maior cobertura, até o momento, são: Paraná (57,6%), Rio Grande do Sul (56,1%) e Santa Catarina (53,2%). Já os Estados com menor cobertura são: Pará (16,4%), Roraima (17,6%) e Piauí (20%).

Entre a população prioritária, os idosos têm a maior cobertura, com 9,1 milhões de doses aplicadas, o que representa 43,8% deste público, seguindo pelas puérperas (42,3%) e trabalhadores de saúde (41,8%). Os grupos que menos se vacinaram foram os indígenas (18,7%), crianças (26,6%), professores (25,7%) e gestantes (32%).

A vacina protege contra os três subtipos do vírus (A/H1N1; A/H3N2 e influenza B) e pode demorar até 15 dias para começar a fazer efeito. As únicas contraindicações são para pessoas com histórico de reação anafilática prévia ou alergia grave relacionada a ovo de galinha e seus derivados, assim como a qualquer outro componente da vacina.

A CAMPANHA NACIONAL DE VACINAÇÃO:

Público-alvo:

- Pessoas de 60 anos ou mais

- Crianças de 6 meses a 5 anos

- Trabalhadores da saúde

- Professores

- Indígenas

- Gestantes e puérperas (até 45 dias após o parto)

- Portadores de doenças crônicas

- Presos e jovens que cumprem medidas socioeducativas

- Funcionários do sistema prisional

Calendário:

17 de abril - Início da campanha de vacinação

2 e 3 de maio - Vacinação de professores nas escolas públicas e privadas

13 de maio - Dia D, com postos abertos em todo o país

26 de maio - Fim da campanha

Contra quais vírus a vacina protege?

A vacina dada na rede pública é a trivalente, contra três tipos de vírus da gripe, definidos a cada ano pela OMS — em geral, são variações do A (H1N1), A (H3N2) e B. Na rede privada também é oferecida a quadrivalente, contra mais um tipo.

Ela é 100% eficiente? É segura?

A eficácia da vacina é de 60% a 90%, dependendo da idade do paciente e de fatores como infecções e doenças crônicas. Ela é segura; o máximo que pode acontecer são dores locais, febre baixa e mal-estar.

Quanto tempo ela dura?

Ela demora cerca de 15 dias para começar a fazer efeito e é útil por aproximadamente um ano. Normalmente as cepas mudam, por isso é preciso se vacinar todo ano, mesmo se você já foi infectado alguma vez na vida.

Quem não pode tomar?

Bebês menores de 6 meses e quem já teve reações anafiláticas em aplicações anteriores. Quem teve a síndrome de Guillain-Barré ou tem reações alérgicas graves a ovo — a vacina contém traços de proteínas do alimento — também deve ter cautela.

Estou resfriado, posso tomar a vacina?

Sim, desde que não esteja com febre.

Qual é a diferença entre gripe e resfriado?

No resfriado, os sintomas são nariz escorrendo, espirros, um pouco de dor no corpo e às vezes febre baixa e tosse. Já a gripe se inicia de repente e tem como principais marcas febre alta, tosse seca e fortes dores no corpo e de garganta. Ela também pode evoluir e provocar complicações no pulmão, resultando em falta de ar.

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