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ATUALIZADA - Ex-diretor do FBI pediu ao governo recursos para investigar Trump

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ISABEL FLECK

WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) - Dias antes de sua demissão, o então diretor do FBI James Comey pediu mais recursos do governo para a investigação sobre a interferência russa nas eleições de 2016 e a possível ligação de membros da equipe de campanha do presidente Donald Trump com Moscou, segundo um senador democrata e outros três funcionários do Congresso.

A divulgação do pedido pelos principais jornais americanos levanta mais suspeitas sobre as razões que realmente levaram Trump a demitir o diretor do FBI.

O pedido teria sido feito na última semana ao vice-secretário de Justiça, Rod Rosenstein, o mesmo que escreveu na terça-feira (9) a carta pedindo a Trump a saída de Comey. O diretor foi demitido no mesmo dia.

"Me disseram que assim que Rosenstein chegou [ele assumiu em 26 de abril], houve um pedido de recursos adicionais para a investigação e, alguns dias depois, ele foi demitido", afirmou o senador democrata Richard Durbin ao jornal "New York Times".

A porta-voz do Departamento de Justiça, Sarah Isgur Flores, disse ser "totalmente falsa" a informação sobre a solicitação por mais recursos.

A justificativa oficial para a demissão é o "erro" cometido por Comey, em julho passado, de encerrar as investigações sobre o uso indevido de e-mails pela ex-secretária de Estado Hillary Clinton sem recomendar o indiciamento da democrata, que disputava a Presidência com Trump.

Nos últimos dias, contudo, o governo trouxe versões confusas sobre a saída de Comey. Nesta quarta (10), a vice-porta-voz Sarah Huckabee Sanders disse que Trump já pensava em demitir o diretor do FBI "no dia em que foi eleito", em 9 de novembro.

Menos de dez dias antes da eleição, entretanto, o republicano havia elogiado a decisão de Comey de abrir nova investigação sobre o uso de e-mail particular por Hillary.

Ao ser questionada sobre a mudança abrupta de opinião de Trump sobre o diretor, Sanders disse que são "coisas diferentes" quando se é candidato e presidente.

Ela ainda afirmou que a demissão demorou mais de cem dias para demitir o diretor porque o mandatário decidiu "dar a Comey uma chance".

Aos jornalistas, nesta quarta, Trump disse que o motivo da saída do diretor é "muito simples": "Ele não estava fazendo um bom trabalho".

O presidente recebeu Rosenstein na segunda (8) e, segundo a senadora democrata Dianne Feinstein, o próprio Trump teria dito a ela que ordenou ao vice-secretário de Justiça uma "revisão" sobre o trabalho de Comey.

Sanders disse, porém, que o presidente apenas pediu que Rosenstein "colocasse no papel" as preocupações expressadas por ele durante o encontro de segunda.

Até agora, Comey não falou sobre sua saída, e, na audiência em que ele deveria falar nesta quinta na Comissão de Inteligência do Senado, quem comparecerá é o diretor interino, Andrew McCabe.

O comitê, porém, já convidou Comey para testemunhar na terça (16). Não está claro se ele aceitará o convite.

PROCURADOR

Senadores democratas e alguns republicanos defenderam nomear um procurador independente para ficar à frente da investigação sobre a possível ligação da campanha de Trump com a Rússia.

O secretário de Justiça, Jeff Sessions, e Rosenstein começaram a entrevistar possíveis substitutos. O nome indicado terá de ser aprovado por 51 senadores. Os republicanos têm 52 assentos, mas alguns já disseram não ter aprovado a demissão de Comey.

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