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Coreia do Norte acusa EUA de complô com arma química contra Kim Jong-un

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Coreia do Norte acusou nesta sexta-feira (5) os serviços secretos dos Estados Unidos e da Coreia do Sul de planejar um ataque com arma bioquímica contra seu "líder supremo", o ditador Kim Jong-un.

Um comunicado do regime de Pyongyang divulgado pela KCNA, agência de notícias estatal, acusa agentes estrangeiros de "corromper ideologicamente" e subornar um cidadão norte-coreano, transformando-o em "um terrorista cheio de repulsa e desejo de vingança" que buscaria atentar contra o líder do país em eventos públicos com substâncias tóxicas e radioativas.

"A CIA (Agência Central de Inteligência) dos EUA e o Serviço de Inteligência da Coreia do Sul, viveiros do mal neste mundo, organizaram um complô perverso contra nosso líder supremo", afirma a nota. "Criminosos que ficam obcecados em realizar um sonho impossível desses não podem sobreviver nesta terra nem por um momento."

Os governos dos EUA e da Coreia do Sul não se pronunciaram sobre as acusações.

Nas últimas semanas, cresceram as tensões na península Coreana, com trocas de acusações e ameaças praticamente diárias entre a Coreia do Norte e os EUA.

Em meio a exercícios militares e testes de míssil do regime de Pyongyang, que também busca desenvolver a bomba nuclear, os EUA enviaram um porta-aviões para a região e começaram a instalação de um sistema antimíssil na Coreia do Sul.

Analistas avaliam ser improvável que os EUA iniciem um conflito militar na região, devido ao risco de um alto custo humanitário ante benefícios geopolíticos relativamente baixos.