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Para vice-presidente da Argentina, poder vem de 'feminino'

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SYLVIA COLOMBO

BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS) - Segunda mulher vice-presidente da Argentina --a primeira foi Isabelita Perón, que depois virou presidente e foi derrubada pelos militares em 1976--, Gabriela Michetti diz crer que a influência que a mulher pode exerce na sociedade está em "por em jogo o feminino", disse, em entrevista por e-mail à reportagem.

"O que ocorre é que nem sempre todas as mulheres colocam 'o feminino' em suas ações e em seu modo de levar adiante sua liderança", escreveu.

"E estou convicta que, para aprofundar o caminho até a igualdade, é imprescindível que as mulheres nos inserimos em todos os âmbitos da sociedade, mas façamos isso reforçando seu ser feminino."

Para Michetti, 51, que já foi senadora, é formada em relações internacionais e, desde um acidente de carro em 1994, é cadeirante, leis para combater a desigualdade são de "vital importância" para uma sociedade mais igualitária.

"Na Argentina, as mulheres vêm ocupando cargos cada vez mais relevantes na vida pública, mas é um processo que requer uma transformação cultural, pois viemos de uma cultura em que as concepções machistas estão arraigadas e apenas lentamente vão se modificando."

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