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Merkel e Hollande culpam Assad por ataque dos EUA contra base na Síria

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Governos europeus apoiaram nesta sexta-feira (7) o bombardeio americano a uma base aérea síria. Foto: Divulgação
Governos europeus apoiaram nesta sexta-feira (7) o bombardeio americano a uma base aérea síria. Foto: Divulgação

Governos europeus apoiaram nesta sexta-feira (7) o bombardeio americano a uma base aérea síria como retaliação ao suposto uso de armas químicas contra civis.

O presidente francês, François Hollande, e a chanceler alemã, Angela Merkel, divulgaram pela manhã um comunicado conjunto responsabilizando o regime de Bashar al-Assad pela crise.

"Assad tem total responsabilidade por esses acontecimentos. Seu uso contínuo de armas químicas e seus crimes em massa não podem permanecer sem punição."

O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Sigmar Gabriel, afirmou que o bombardeio é "compreensível" devido ao fracasso das Nações Unidas em tomar medidas efetivas após o suposto ataque químico.

"Foi quase insuportável ver o Conselho de Segurança da ONU não ser capaz de reagir com clareza e sem ambiguidades ao uso bárbaro de armas químicas contra pessoas inocentes", disse durante uma viagem ao Mali.

A França e a Alemanha foram alertadas sobre o ataque americano na véspera da ação, afirmou o ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Marc Ayraul, que descreveu o bombardeio como um "aviso a um regime criminoso".

Ambos os países europeus afirmaram que vão manter seus esforços nas Nações Unidas para impôr sanções ao uso de armas químicas e para avançar com a transição política na Síria.

REINO UNIDO

O secretário de Defesa do Reino Unido, Michael Fallon, disse também na sexta (7) que o governo britânico apoia o ataque americano, mas não planeja suas próprias ações militares contra a Síria.

"Nosso Parlamento considerou isso em 2013 e o rejeitou", disse, referindo-se a uma consulta fracassada sobre essa opção militar.

Diversos outros aliados americanos se pronunciaram a favor do bombardeio, incluindo Austrália, Israel, Arábia Saudita e Japão, enquanto Irã e Rússia -aliados da Síria- o condenaram.

O ministro das Relações Exteriores da Turquia, Mevlut Cavusoglu, pediu a saída imediata de Assad.

"Se ele não quiser ir embora, se não houver um governo de transição e se ele continuar a cometer crimes contra a humanidade, os passos necessários para retirá-lo devem ser tomados".

DIOGO BERCITO
MADRI, ESPANHA (FOLHAPRESS) -