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Empresas retiram anúncios de atração de TV nos EUA após casos de assédio

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ISABEL FLECK

WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) - Após a divulgação de que a Fox News e Bill O'Reilly, estrela da emissora conservadora, pagaram US$ 13 milhões a cinco mulheres para que não denunciassem o apresentador por assédio sexual, pelo menos 11 empresas retiraram seus anúncios do programa "The O'Reilly Factor".

Entre as companhias que não queriam mais seu nome associado ao de O'Reilly, estão Mercedes-Benz, Hyundai, BMW, Mitsubishi e Bayer.

Segundo uma reportagem do "New York Times" publicada no último sábado (1º), as mulheres que teriam sofrido assédio trabalhavam ou contribuíam com o programa, como convidadas.

Documentos com testemunhos das mulheres mostram que o assédio teria ocorrido por meio de conversas, aproximações indesejadas e até telefonemas em que o apresentador sugeria estar se masturbando do outro lado da linha.

Ele teria um padrão, segundo as mulheres: oferecia ajuda profissional ou participação no programa em troca de relações sexuais. A comentarista Wendy Walsh, que aparecia com frequência no "The O'Reilly Factor" disse ao "New York Times" que, em 2013, ele prometeu a ela conseguir um papel na Fox News, mas voltou atrás depois que ela recusou um convite seu para ir a um hotel com ele.

O'Reilly, 67, tem o programa desde 1996. No ar de segunda a sexta-feira, com apresentação às 20h e às 23h, o "Factor" tem audiência de quase 4 milhões de espectadores por noite, e teve mais de US$ 446 milhões em propaganda de 2014 a 2016, segundo a consultoria Kantar Media.

Mesmo sabendo dos casos de assédio, a Fox News estendeu o contrato do apresentador, que estava previsto para expirar neste ano. O'Reilly ganha cerca de US$ 18 milhões por ano.

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