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França tem 2º debate presidencial em meio a empate nas pesquisas

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DIOGO BERCITO

MADRI, ESPANHA (FOLHAPRESS) - Candidatos à Presidência da França debatem nesta terça-feira (4) suas propostas de governo conforme se aproximam as eleições, com primeiro turno em 23 de abril.

Será a chance do centrista independente Emmanuel Macron consolidar sua posição em um dos pleitos europeus mais importantes deste ano.

Uma pesquisa do jornal "Le Monde" estima que Macron esteja empatado em primeiro lugar com a extremista Marine Le Pen. Ambos têm 25% das intenções de voto, segundo a sondagem com 14.300 pessoas entre 31 de março e 2 de abril.

No segundo turno, que acontece em 7 de maio, Macron derrotaria Le Pen (61% a 39%), prevê a pesquisa.

Le Pen lidera o partido xenófobo e islamofóbico Frente Nacional. Ela defende retirar a França da União Europeia. A proposta foi reiterada em uma entrevista nesta terça-feira à Sud Radio. Le Pen disse que, no caso de sua vitória, organizará um referendo em seis meses para retirar o país do bloco econômico.

O Reino Unido aprovou sua própria saída da União Europeia em junho de 2016, processo chamado "brexit".

EXTREMA ESQUERDA

O debate desta terça-feira será fundamental também para consolidar as posições dos demais candidatos.

O conservador François Fillon, outrora favorito à Presidência, tem visto o terceiro lugar escorregar de suas mãos.

A pesquisa do "Le Monde" coloca ele com 17,5% dos votos no primeiro turno, o mesmo valor de uma pesquisa feita em meados de março.

Jean-Luc Mélenchon, da extrema esquerda, aparece com 15%, 3,5 pontos percentuais a mais do que na sondagem anterior. O salto é creditado a sua performance no debate de 20 de março.

Na televisão, ele afirmou que os moderadores tinham "a modéstia de uma gazela" por não pressionar Fillon e Le Pen a respeito das investigações de corrupção de que são alvo. As denúncias são uma das razões da queda de Fillon desde o início do ano.

O candidato socialista Benoît Hamon tem, segundo o jornal francês, 10% das intenções de voto. Ele representa o Partido Socialista, governista, hoje em uma grave crise de popularidade -o suficiente para o presidente, François Hollande, decidir não concorrer à reeleição.