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Sistema da Polícia Civil do Rio pode sair do ar por falta de pagamento

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RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O sistema de coleta e processamento de dados da Polícia Civil do Rio pode sair do ar a qualquer momento. Dados sobre suspeitos presos podem ficar inacessíveis por computador quando a empresa que presta esse serviço no Rio tirar o sistema do ar. É que a empresa Prol, que presta o serviço no Estado, teve contrato vencido no final de março e o governo até o momento ainda não renovou.

Até a publicação desta reportagem, a página de registro de ocorrências on-line e o site institucional da corporação continuava no ar. Também corre risco de sair do ar o sistema do Detran, que registra as multas e todas as questões relativas ao trânsito de veículos no Estado. É possível que as consultas da polícia, por exemplo, tenham que ser feitas de forma manual, o que na prática inviabilizaria a checagem de antecedentes criminais e processos judiciais.

Procurada, a Polícia Civil confirmou o problema. "A chefia de Polícia Civil adotou providências internas com os diretores de departamentos e os respectivos gestores das unidades policiais com o objetivo de minimizar ao máximo as consequências da saída da empresa Prol, responsável pela terceirização dos serviços de gerenciamento da base de dados da instituição, visando impactar o menos possível para o cidadão fluminense", diz a corporação, em nota.

Um policial de cada unidade ficará a cargo de fazer os registros de forma analógica por meio de planilha que serão encaminhados aos demais departamentos.

A Polícia Civil é uma das instituições atingidas pela grave crise fiscal em que se encontra o Estado do Rio. Há dois meses que policiais mantêm uma greve, com atendimento somente de serviços essenciais.

No fim do ano passado, o site institucional da Polícia Civil chegou a sair do ar por alguma vezes, justamente por falta de pagamento do fornecedor.