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Futuro secretário estadual da Cultura, Luiz Penna diz que é um 'cara pop'

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ISABELLA MENON

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - "Eu tenho a sensação de que ele [Geraldo Alckimin] queria uma pessoa que tivesse interlocução com os diversos produtores culturais e artísticos", diz à reportagem José Luiz Penna (PV) sobre sua nomeação para a secretaria de Estado da Cultura.

Penna contrariou a afirmação do atual secretário, José Roberto Sadek, para o qual a exoneração teria sido uma "estratégia do governo em se ajeitar com os aliados". O sucessor afirmou que "não houve em nenhum segundo uma conversa sobre isso".

Sobre o inquérito instaurado para investigar as demissões de músicos da Banda Sinfônica do Estado de São Paulo, Penna diz que "houve várias confusões com o enxugamento de despesas. Estou indo para lá [secretaria da Cultura] para tentar recuperar o relacionamento [entre os músicos]".

Penna afirma querer trazer a arte para o público e, para isso, diz que colocará "o pé para fora da secretaria". "Porque eu sou um cara pop", diz.

"Não vou trair o meu perfil. Tenho um carinho especial pela arte popular e pela arte de rua, sem diminuir o que está sendo feito no ponto de vista erudito."

Como primeiras medidas, o futuro secretário afirma que será preciso paciência até se inteirar dos assuntos, ouvir a todos e "chamar todas as pessoas que querem colaborar".

Presidente do Partido Verde, Penna diz que vai continuar no cargo e conciliá-lo com a secretaria. "O mandato está em vigor e o partido passa por um momento de planejamento da próxima eleição, e a gente não vai tumultuar esse processo. Dá para conciliar tranquilamente as duas coisas."

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