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ATUALIZADA - Duran Duran insiste em tocar músicas mais recentes no final do show

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ALEX KIDD, AMANDA NOGUEIRA, THALES DE MENEZES, DAIGO OLIVA E VICTORIA AZEVEDO

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - No segundo dia do festival Lollapaloooza, que acontece no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, nesse final de semana, a principal atração da noite é a banda americana de indie The Strokes. Tem feito muito calor na capital paulista. Pessoas do Brasil inteiro e muitos estrangeiros também estão presentes.

O sistema de pulseira eletrônica, novidade do Lolla, tem confundido o público. Nesse sistema, cada pessoa troca seu ingresso impresso por uma pulseira, que funciona como uma espécie de comanda para comida e bebida, além de servir como a entrada para o festival. A confusão gira em torno do destino que terá o crédito que não for utilizado. Quem seguiu as recomendações da organização e conseguiu carregar a pulseira pelo site parece ter se dado melhor do que quem deixou para fazer o processo no local.

Confira crítica dos shows que acontecem no festival.

DURAN DURAN

O repertório do Duran Duran é tão bom que não tem como errar. Nem quando os arranjos são um tanto vagabundos nem quando Simon Le Bon desafina,e ele desafinou um monte, principalmente no dueto com a brasileira Céu em "Ordinary World". Diante da plateia mais misturada do Lolla em faixas etárias, a banda mandou bem. John Taylor continua um tremendo baixista, e Nick Rhodes segue comandando tudo atrás dos teclados. O Duran Duran abusa de seu caminhão de hits, podendo até colocar um sucesso mundial como "Hungry Like a Wolf" logo na segunda música. Mas, como em turnês recentes, a banda insiste em tocar músicas mais recentes no final do show, o que dispersa o público, louco para ir ver Two Door Cinema Club no outro palco. Mas não dá para não se divertir num show que abre com "Wild Boys" e termina com "Rio".

Com cinco minutos de atraso, a cantora dinamarquesa começou o seu show no palco Axe. Comparada no início da carreira com a cantora canadense Grimes, ela ficou conhecida com a faixa "Lean On". Seu álbum de estreia, "No Mythologies to Follow "(2014), reúne sons do pop e da eletrônica –abusa dos sintetizadores. A apresentação, que começou pouco animada, foi esquentando conforme ela cantava suas músicas mais conhecidas, como "Kamikaze" e "Final Song". O público, que no começo só dançava, começou a cantar e a pular (sem parar). A cantora desceu do palco algumas vezes, chegando na grade para cumprimentar as pessoas. Ela terminou o show como o esperado: cantou seu hit "Lean On".

TWO DOOR CINEMA CLUB

Em sua segunda participação no Lollapalooza brasileiro, os irlandeses do Two Door Cinema Club começam o show com atraso de dez minutos, uma rara exceção até este momento no festival. A música que abre a apresentação é "Cigarretes in the Theatre", que abre o álbum "Tourist History", de 2010, após uma introdução eletrônica que fez a plateia cantar "ôôôôô".

CHEMICAL SURF

O Chemical Surf formado pelos irmãos Lucas & Hugo Sanches esquentou a pista do palco Perry's e apostou em seu techno-house-pop. O duo caprichou nas linhas de baixo e sabia como criar um "building up" (o momento em que as batidas recuam para depois retornarem triunfantes). No repertório, apostaram num remix de "Magalenha", de Sérgio Mendes, e em "Ocean Drive", hit de Duke Dumont que virou um must have entre os DJs do festival.

JIMMI EAT WORLD

Desânimo da plateia marca o início da apresentação da banda de emocore Jimmy Eat World que, ao lado de outras bandas como The Get Up Kids e Dashboard Confessional, ajudou a estabelecer a mistura de hardcore e letras emotivas como o gênero que conhecemos hoje. Claramente a banda está deslocada em um palco tão grande. A primeira vez do Jimmy Eat World no país não precisava ocorrer dentro de um festival heterogêneo como o Lolla. Aliás, muito ruim a qualidade do som no show da banda norte-americana. Graves mal regulados, voz muito mais alto do que o restante dos instrumentos

CATFISH AND THE BOTTLEMEN

Os críticos que chamam a banda de "novo Oasis" são uns loucos. Está muito mais para ocupar o lugar do Vaccines. Rock rápido e rasteiro, sem espaço para outros rótulos. McCann é um dínamo no palco, não para um segundo. Corre e pula, enquanto seus colegas estão mais para uma pose cool, tranquilos. E banda tem a pose certa, as guitarras certas é uma empatia certeira com o público. A plateia cantou junto as dez músicas do ser, dos hits "Pacifier" e "Twice" a menos badaladas como "Anything". No momento mais rock de garagem deste Lolla, foi um show matador.

VANCE JOY

A conexão entre o cantor australiano e o público marcou a apresentação no palco Axe. Os fãs acompanharam Vance Joy não só com palmas, mas cantando quase todas as canções da apresentação com pegada folk. Faixas como "Mess Is Mine", "From Afar" e o hit "Reptide", já no final do show, garantiram a empolgação da plateia. Teve até espaço para um cover de Fleetwood Mac, da faixa "The Chain".

CÉU

A cantora paulistana focou em sua apresentação o elogiado álbum "Tropix" (2016), mas também cantou hits de discos anteriores, como "Malemolência". Considerado seu trabalho mais maduro, ele passeia por trip-hop, eletrônica e R&B, sem deixar de lado as influências latinas da artista. Com o álbum, ela ganhou os prêmios de artista do ano pela APCA (em 2016) e o de melhor disco pop em português no Grammy Latino. O público cantou e dançou (muito) ao som das batidas de Céu, que repetiu durante a apresentação "viva a música brasileira".

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