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Grife UMA dá novo significado ao minimalismo funcional na SPFW

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LUIGI TORRE

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A estilista Raquel Davidowicz escolheu a Pinacoteca do Estado como cenário para o desfile de inverno 2017 de sua marca, a UMA. De acordo com ela, em tempos tão pesados e cansativos, é preciso encontrar momentos e espaços de respiro para escapar da realidade. "Sinto isso neste prédio, fazia tempo que queria apresentar uma coleção aqui e o momento não poderia ser melhor", explica.

Pautados pela combinação de uma alfaiataria de formas relaxadas, com elementos esportivos amarrações e fendas, os looks monocromáticos em preto, branco, cinza e vermelho remetem à calmaria escapista e reflexiva, geralmente mais associada à arte do que à moda.

São macacões de crepes com corte minimalista, ternos de tafetá com saias longas, vestidos tricô mescla, jaquetas e coletes acolchoados com pele artificial. Os vestidos, por sua vez, têm modelagens afastadas do corpo e caimento quase monásticos.

Um guarda-roupa atemporal, funcional e feito de peças intercambiáveis, não é novidade na história da UMA, mas faz sentido nos dias de hoje. Quando se critica tanto os excessos, focar no que lhe parece essencial pode ser uma saída. Ainda mais quando essa essência troca tecidos usuais por outros mais nobres e de melhor qualidade, como faz Davidowicz nesta estação silenciosa -o desfile aconteceu sem trilha sonora- mas relevante.

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