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ATUALIZADA - Líder escocesa pedirá um novo referendo de independência

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A primeira-ministra da Escócia, Nicola Sturgeon (13), disse que vai buscar a realização de um novo referendo sobre a independência no fim de 2018 ou no início de 2019, uma vez que os termos para a saída do Reino Unido da União Europeia (UE) estejam mais claros.

Um plebiscito que afetaria o Reino Unido poucos meses antes do "brexit" poderia aprofundar a incerteza que cerca o processo de separação da UE.

"Se é para a Escócia ter uma escolha verdadeira –quando os termos do "brexit" forem conhecidos, mas antes que seja tarde demais para escolher nosso próprio caminho– então esta escolha deve ser oferecida entre o outono (local) do próximo ano, 2018, e a primavera de 2019", afirmou Sturgeon aos repórteres.

A primeira-ministra afirmou ainda que acredita que pode conseguir uma vitória em um segundo referendo pela independência. O primeiro, realizado em setembro de 2014, terminou com a vitória, por 55% a 45%, dos contrários à saída da Escócia do Reino Unido.

Tanto a Câmara dos Comuns como a Câmara dos Lordes, que compõem o Parlamento britânico, devem debater e votar nesta segunda a lei referente ao chamado "brexit". A aprovação permitirá à premiê britânica, Theresa May, dar início ao processo formal de saída do Reino Unido da UE.

Sturgeon já vinha defendendo que a Escócia fosse autorizada a fechar seus próprios acordos com a UE antes da conclusão do "brexit".

DIVISIVO

Um porta-voz de Theresa May afirmou nesta segunda que um segundo referendo sobre a independência da Escócia seria divisivo e causaria enorme incerteza econômica no pior momento possível para a Grã-Bretanha.

"Há pouco mais de dois anos, as pessoas na Escócia votaram decisivamente para permanecerem parte do nosso Reino Unido em um referendo que o governo escocês definiu como 'o voto de uma geração'", declarou.

"As evidências mostram claramente que a maioria das pessoas na Escócia não quer um segundo referendo de independência. Um outro referendo seria divisivo e causar grande incerteza econômica no pior momento possível".

Em última instância é o parlamento de Westminster, no qual May tem maioria, quem decide se Edimburgo pode realizar um segundo referendo separatista.

Mas se May se recusasse a aprovar tal consulta, poderia provocar uma crise constitucional com potencial para insuflar a discórdia na Escócia.

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