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Animale reforça identidade 'selvagem' com inspiração italiana

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PEDRO DINIZ E LUIGI TORRE

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Há três anos na direção criativa da Animale, o estilista Vitorino Campos se mostrou à vontade na função de dar cara nova à marca carioca. Para abrir esta 43ª edição da São Paulo Fashion Week, às 10h na loja da marca, nos Jardins, a inspiração veio da Itália e funcionou como denominador comum entre a sensualidade da consumidora da grife e a veia contemporânea de Campos.

Couros de píton em vestidos, minissaias e jaquetas em tons ácidos, blusas rendadas e bordadas manualmente, camisas cobertas por babados e plissados, além de vestidos românticos de estampa botânica falam do lado mais exuberante do guarda-roupa italiano. Do outro lado, ternos de corte geométrico, vestidos com recortes gráficos, calças de alfaiataria com toques esportivos e brincos de aspecto industrial de luxo remetem ao legado modernista do design milanês.

O lado selvagem da marca evoluiu junto ao estilo urbano que é tônica das passarelas internacionais. Bom exemplo são os casacos trabalhados com texturas que, à primeira vista, parecem carcaças de animal. São, na verdade, tecidos tecnológicos trabalhados com técnica de matelassê.

O estilista uniu o melhor de dois mundos. Camisas decoradas são combinadas a jeans de corte largo, os vestidos geométricos surgem texturizados e os blazers ganham cortes arredondados, inspirados nas obras do arquiteto Carlo Scarpa.

Campos faz jus à tarefa de reforçar e alinhar a imagem da Animale às principais ideias da moda global, sem perder o tino comercial e a essência feminina da grife.

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