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ATUALIZADA - Cresce número de mortes em rodovias federais durante feriado de Carnaval

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O número de mortes em rodovias federais de todo o país cresceu neste feriado de Carnaval, em comparação com o do ano passado. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, foram 140 óbitos registrados entre sexta (24) e quarta-feira (1º), um aumento de 23,9% em relação aos 113 ocorridos do mesmo período de 2016.

Apesar disso, o total de acidentes teve redução, assim como os acidentes considerados graves (com vítimas graves ou mortes). Os acidentes em geral caíram de 1.791, em 2016, para 1.696, neste ano -redução de 5,3%. Já as batidas graves foram de 397 para 323, o que corresponde a uma queda de 18,6%.

A Polícia Rodoviária Federal registrou um grande número de acidentes com múltiplos óbitos no feriado. "Apenas 11 acidentes foram responsáveis por 44 mortes, ou seja, menos de 1% dos acidentes foi responsável por 31,4% de todos os óbitos em todo o Brasil", diz nota da polícia. Um único acidente chegou a matar oito pessoas em Goiás.

A maior parte dos acidentes com mortes foram registrados como colisão frontal, já as principais causas apontadas pela polícia rodoviária são: falta de atenção, o excesso de velocidade e a embriaguez ao volante. O consumo de bebida alcoólica também foi responsável por 2.019 multas e 214 prisões durante o feriado.

A polícia afirma que também flagrou 108.267 motoristas trafegando acima da velocidade máxima, o que corresponde a um acréscimo de 15% nos flagrantes em relação ao ano passado. Além do excesso de velocidade, os agentes também flagraram outras 84.867 infrações de trânsito.

SÃO PAULO

Além das rodovias federais, as mortes também cresceram nas estradas estaduais de São Paulo durante o feriado. Segundo balanço do CPRv (Comando do Policiamento Rodoviário de São Paulo), órgão da Polícia Militar do Estado, foram 18 mortes este ano, uma a mais do que no ano passado.

O número de acidentes com vítimas caiu 17,8%, passando de 341, em 2016, para 280, este ano. Também houve queda no número de vítimas graves (de 91, em 2016, para 87 acidentados), e no de vítimas leves (de 454 pessoas com ferimentos leves, em 2016, para 345).