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China diz estar disposta a cooperar com os EUA

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O chanceler da China, Wang Yi, disse em encontro com seu colega americano, Rex Tillerson, que seu país está "disposto" a trabalhar com a administração Donald Trump.

"A China está disposta (...) a aprofundar as cooperações e a garantir o bom desenvolvimento das relações com a administração do presidente (...) de acordo com os princípios de não confrontação e respeito mútuo", declarou Wang ao seu colega, segundo um comunicado divulgado neste sábado (18) por Pequim.

A reunião entre Wang e Tillerson ocorreu nesta sexta-feira (17) durante a reunião do G20 (grupo das 20 maiores economias do mundo) em Bonn, na Alemanha. Este foi o primeiro encontro de membros do alto escalão dos governos desses países desde a chegada de Trump à Casa Branca, ocorrida em 20 de janeiro.

O encontro ocorre em um momento de incertezas sobre o futuro da relação bilateral. Trump ameaça iniciar uma guerra comercial contra a China e adota um tom belicoso para tratar de disputas territoriais entre países asiáticos no mar do Sul da China.

Antes de tomar posse, Trump chegou a ameaçar romper com a política de "uma só China", mantendo contatos com o governo de Taiwan. Depois, o presidente recuou e expressou seu compromisso de reconhecer Pequim como o único governo chinês.

"Os Estados Unidos reconheceram de forma clara que seguirão aderindo ao princípio de 'uma só China'", disse Wang. "Este consenso importante (...) cria as condições necessárias para que os dois países desenvolvam uma cooperação estratégica em âmbitos bilaterais, regionais e mundiais."

Os dois Estados "têm a responsabilidade conjunta de preservar a estabilidade do mundo e de promover a prosperidade global e têm mais interesses em comum que divergências", afirmou o chanceler chinês.

Por sua vez, o departamento de Estado americano informou que os dois ministros discutiram a necessidade de uma "igualdade de condições no comércio e investimento".

Nesses setores, a China está na mira da administração Trump, que acusa Pequim de destruir empregos nos Estados Unidos por culpa de suas exportações e sua política cambial.

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