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Trump promete 'punição substancial' a empresas que deixarem os EUA

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente dos EUA, Donald Trump, prometeu nesta sexta-feira (17) dar "uma punição substancial" às empresas que deixarem o país para produzir no exterior, em um discurso em que voltou a defender a indústria nacional.

"As empresas que demitam americanos e levem suas operações para o exterior terão uma punição substancial", disse o republicano, no lançamento do Boeing 787-10 em North Charleston, na Carolina do Sul, sem mencionar qual seria a sanção.

Pouco antes, o republicano fez referência às companhias que desistiram dos planos de fazer fábricas fora do território americano, depois das ameaças de aumentar os impostos e as taxas para produtos importados.

Ele voltou a prometer uma indústria competitiva para facilitar o comércio exterior. "Nós vamos aplicar nossas regras comerciais e parar a trapaça estrangeira, tremenda trapaça estrangeira."

Dentre as iniciativas que deseja implementar, está a flexibilização das regulações no mercado de trabalho e a redução de impostos. Para Trump, isso permitirá a criação de mais empregos e a volta de mais empresas.

"As fábricas estão voltando, estou muito feliz por isso. Vou fazer tudo o que eu puder para colocar estas grandes pessoas de volta ao trabalho. Vou brigar por cada um dos empregos americanos."

DEFESA

Na fábrica da maior fabricante de aviões do país, Trump disse que as Forças Armadas estão analisando a proposta de renovação da frota de caças F-18 Super Hornet e do novo Air Force One, para substituir o atual, que fez o primeiro voo em maio de 1987.

A Boeing entregou orçamento para a fabricação dos caças e do novo avião presidencial no governo Obama, mas a negociação não avançou devido ao alto valor da operação. O presidente brincou com o CEO da empresa, Dennis Muilenburg: "Ele é um duro negociador."

A renovação da frota faz parte da intenção do republicano de reforçar as forças militares americanas. Ele citou frase de George Washington para explicar por que quer aumentar os gastos em defesa. "Estar preparado para a guerra é uma das maneiras mais efetivas de preservar a paz."

Ao comentar sobre a nova aeronave comercial da Boeing, ele lembrou o voo dos Irmãos Wright, em 1903, vistos pelos americanos como os criadores do avião.

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