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Malásia prende outros dois suspeitos de matar meio-irmão de Kim Jong-un

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - As autoridades da Malásia anunciaram nesta quinta-feira (16) a prisão de duas novas pessoas suspeitas de conexão com o assassinato do meio-irmão do ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un.

Segundo a polícia, uma das pessoas presas é uma mulher com passaporte da Indonésia -a Embaixada da Indonésia em Kuala Lumpur a reconheceu como cidadã do país. Mais tarde, foi preso um homem de cidadania malasiana, que seria namorado da suspeita indonésia.

Na quarta-feira (15), a Malásia havia anunciado a prisão de uma primeira suspeita, que portava passaporte vietnamita. O Vietnã não confirmou se a suspeita é cidadã do país, mas disse estar cooperando com as autoridades da Malásia para esclarecer a situação.

Kim Jong-nam, meio-irmão de Kim Jong-un, foi assassinado por envenenamento na segunda-feira (13) no aeroporto de Kuala Lumpur.

De acordo com a emissora sul-coreana Chosun, Kim Jong-nam foi envenenado por duas supostas agentes norte-coreanas, que fugiram do local de táxi. Entretanto, o vice-premiê da Malásia, Ahmad Zahid Hamidi, disse que os indícios de envolvimento do regime norte-coreano no assassinato são apenas "especulação".

Segundo Hamidi, a embaixada da Coreia do Norte em Kuala Lumpur reconheceu a identidade de Kim Jong-nam e solicitou que seu corpo fosse transferido para o país assim que as autoridades malasianas concluíssem os trabalhos forenses.

Kim Jong-nam, 46, era conhecido por suas posições críticas ao regime da Coreia do Norte e disse em uma ocasião que se opunha às transferências dinásticas de seu país. Ele também já disse que seu meio-irmão carecia de "um senso de dever e responsabilidade".

Kim Jong-nam era considerado possível herdeiro do regime norte-coreano, mas foi forçado a viver no exílio a partir de 2001, quando foi preso no aeroporto de Tóquio ao tentar entrar no Japão com um passaporte falso para visitar um parque da Disneylândia.

Ele já foi alvo de tentativas de assassinato no passado. Em outubro de 2012, promotores sul-coreanos informaram que um norte-coreano detido como espião admitiu ter participado de um complô na China em 2010 para encenar um acidente de carro para atingi-lo.

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