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ATUALIZADA - Governo de SP recebe associações de PMs para discutir reivindicações

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Representantes de oito associações de policiais militares de São Paulo se reuniram com o secretário da Segurança Pública, Mágino Barbosa, na tarde desta quarta-feira (15), para discutir uma série de reivindicações. Os principais pontos de discussão da categoria são sobre previdência e reajuste salarial.

De acordo com a Associação de Cabos e Soldados, policiais militares não querem ser afetados pela reforma da Previdência apresentada pelo governo federal, no caso de aprovação no Congresso. Apesar da solicitação, a categoria está, por ora, excluída das mudanças, mantendo as regras de aposentadoria atuais.

Já em relação aos salários, as associações de PMs ainda não apresentaram um percentual de reivindicação. Elas se reunirão nesta quinta (16) para definir o índice que será reivindicado junto ao governo estadual. Com data-base em 1º de março, estudos da categoria já apresentavam em outubro do ano passado a necessidade de reajuste de 13% para suprir a inflação.

"A gente está em um ambiente bem tranquilo de uma discussão salutar por melhorias para entregar um bom serviço para a sociedade. Essa talvez seja a principal mensagem para transmitir pra nossa tropa, que eles fiquem tranquilizados porque estamos procurando cuidar de todos os aspectos, da previdência ao reajuste, de uma maneira ordeira, disciplinada, mantendo a população tranquila, não gerando transtornos sociais", afirmou o comandante da PM, coronel Ricardo Gambaroni, em um vídeo divulgado nas redes sociais.

O secretário Mágino Barbosa aproveitou o encontro para anunciar um projeto que altera o limite de idade para permanência na PM e será encaminhado para a aprovação da Assembleia. Segundo a pasta, a proposta visa acabar com a chamada "expulsão compulsória", que força a saída do policial que atinge idade limite da patente atual.

Se aprovada a mudança, o militar poderá optar por permanecer na corporação até os 60 anos. Os limites hoje são de 52 anos para cabos e soldados, 56 para subtenentes e sargentos, 47 para 1º tenente, 50 para capitão, 52 para major e 59 para coronel.

Barbosa também afirmou que será aberto, em breve, um concurso público para contratação de 74 oficiais médicos para a corporação.

PROTESTOS

No mesmo dia em que o secretário da Segurança Pública se reuniu com as associações de PMs, um grupo de parentes de policiais militares realizou protesto na capital paulista para pedir reajuste salarial.

O primeiro ato aconteceu na frente do Palácio dos Bandeirantes, sede do governo estadual, na região do Morumbi (zona sul) durante a tarde. Já no início da noite, o mesmo grupo protesta na avenida Tiradentes, região da Luz (centro).

Com camisetas e faixas, mulheres fecharam faixas das duas vias, mas não houve registro de tumultos ou confusões nos dois locais.

Como policiais militares são proibidos, pela Constituição, de fazerem greve, mulheres dos PMs fecharam a entrada de batalhões e quarteis provocando redução ou paralisação do policiamento no Espírito Santo e no Rio de Janeiro, nas últimas semanas. Nos dois Estados, homens das Forças Armadas foram destacados para reforçar a segurança.

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