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Polícia Federal indicia 29 em relatório da Operação Boca Livre

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Polícia Federal indiciou 29 investigados na Operação Boca Livre. A informação foi divulgada pelo jornal "O Estado de S. Paulo" na quarta (7).

Foram indiciados, de acordo com a publicação, empresários, um advogado e executivos de grandes companhias por estelionato contra a União e associação criminosa. Alguns deles também por falsidade ideológica.

Entre os alvos da investigação estão funcionários da Intermédica Notredame, KPMG, Lojas Cem, Nycomed Pharma (Takeda), Grupo Colorado, Cecil S/A, Scania, Roldão, Demarest Advogados e Laboratório Cristália.

O documento final também sugeriria a abertura de ação por improbidade administrativa para responsabilização de funcionários do Ministério da Cultura (MinC), por não terem realizado auditorias de projetos que foram aprovados.

Trata-se de mais um desdobramento da operação, que, em 29 junho de 2016, deteve os proprietários da Bellini Cultural sob a acusação de fraudar projetos.

Em outubro, a Polícia Federal apreendeu computadores e documentos de 29 empresas patrocinadoras de eventos investigados por desviar recursos da Lei Rouanet.

Ao todo, os desvios na Lei de Incentivo à Cultura pelas empresas envolvidas em outubro de 2016 somavam pelo menos R$ 27 milhões, segundo cálculos da Polícia Federal.

Ainda de acordo com a investigação, o grupo Bellini cometia fraudes desde 2001, de diversas maneiras, como a inexecução de projetos, superfaturamento, apresentação de notas fiscais relativas a serviços fictícios e projetos duplicados, além da promoção de contrapartidas ilícitas às incentivadoras.

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