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MEC divulga balanço do Sisu e do ProUni

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O MEC (Ministério da Educação) divulgou o balanço de inscrições do Sisu (Sistema de Seleção Unificada) e do ProUni (Programa Universidade para Todos). Ambos processos selecionam os estudantes com base nas notas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) de 2016. As informações são da Agência Brasil.

O Sisu oferece vagas em instituições públicas de ensino superior. O único critério para participar é não ter tirado nota zero na redação do Enem.

Já o ProUni oferece bolsas de estudo em instituições privadas de ensino superior. Para participar, além de não ter zerado a redação, o candidato deve ter tirado pelo menos 450 pontos na média das provas do Enem. Os candidatos devem ainda ter cursado o ensino médio em escola pública ou, na condição de bolsista integral, na rede particular e comprovar renda familiar de até um salário mínimo e meio para a bolsa integral e de até três salários mínimos para a parcial. Também podem participar pessoas com deficiência e professores da rede pública que integrem o quadro permanente da instituição de ensino.

SISU

De acordo com o MEC, 2.498.261 candidatos se inscreveram no Sisu. O número corresponde a cerca de 40% do total de 6,1 milhões de candidatos que fizeram o Enem.

Ao todo, segundo a pasta, foram ofertadas 237.840 vagas. Houve uma revisão das 238.397 inicialmente anunciadas. Mesmo assim, o número é maior que o de vagas ofertadas no ano passado, 228.397. O número de inscritos, no entanto, apresentou queda. Na primeira edição de 2016, foram 2.712.937 incrições, cerca de 46% dos 5,8 milhões que fizeram o Enem.

O Nordeste liderou as inscrições, com aproximadamente 1,9 milhão de interessados. A região foi seguida pelo Sudeste, com 1,4 milhão; Sul (573 mil); Norte (509 mil); e, Centro-Oeste (480 mil).

Os cursos que receberam mais inscrições foram: análise e desenvolvimento de sistemas no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (21.787); direito, na Universidade Federal de Minas Gerais (17.166); medicina na Universidade Federal de Minas Gerais (13.084); ciência tecnológica na Fundação Universidade Federal do ABC (12.714); e pedagogia, na Universidade Estadual do Piauí (12.115).

FALHAS

No processo de inscrição, o Sisu apresentou falhas e estudantes relataram que não conseguiam acessar o sistema. Devido a esses problemas, o MEC adiou o prazo de inscrição, que terminaria no dia 27 de janeiro para o dia 29 de janeiro.

Além disso, estudantes fizeram denúncias de que os cursos que escolheram foram trocados de última hora no sistema. Um dia antes da divulgação do resultado, que ocorreu no último dia 30, o MEC reconheceu que o perfil de pelo menos seis pessoas pode ter sido invadido por hackers, mas negou a invasão do sistema. A pasta acionou a Polícia Federal.

"O sistema não foi violado em hipótese alguma, mas se há vulnerabilidade a usuário específico, isso é passível de qualquer sistema", disse o ministro da Educação, Mendonça Filho à imprensa.

PROUNI

O ProUni registrou 1.535.042 inscritos, número um pouco inferior aos 1.599.808 do primeiro processo seletivo do ano passado. Já a oferta de bolsas foi a maior da história do programa, 214.242. O número também foi revisto, mas ao contrário do Sisu, aumentou em relação às 214.110 inicialmente anunciadas.

Os cursos mais procurados foram direito, com 268.864 inscrições, seguido por administração (268.041), pedagogia (180.020), enfermagem (165.578) e educação física (160.052).

VARIAÇÕES

Sobre os números de inscritos e de vagas no ProUni e no Sisu, o MEC diz que não é possível fazer comparações entre os inscritos/inscrições de um ano e outro. "Tanto que o MEC trata como variação – e não aumento ou diminuição. Isso porque é um processo que tem diversas variáveis. Além de depender exclusivamente dos candidatos, que tem motivações pessoais para realizarem ou não a inscrição, as instituições mudam, a distribuição das vagas não é igual, os cursos mudam, entre diversos outros fatores, o próprio desempenho dos candidatos no Enem", diz o ministério, em nota.

Em relação às diferenças no número de vagas disponibilizadas, a pasta diz que isso ocorre em todos os semestres devido a ajustes das próprias instituições, que são as responsáveis pela oferta.

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