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Brasil já tem 189 casos confirmados de febre amarela, com 68 mortes

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NATÁLIA CANCIAN

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Subiu para 189 o total de casos confirmados de febre amarela no país, com 68 mortes, segundo balanços do Ministério da Saúde e da secretaria estadual de Saúde de Minas Gerais, divulgados nesta segunda-feira (6).

Os dados indicam um aumento de 11% em relação à última sexta-feira (3), quando havia 170 casos confirmados. Outros 732 casos suspeitos ainda estão em investigação.

Entre os Estados, Minas Gerais continua respondendo pelo maior número de registros, com 88% dos casos confirmados. As cidades mais afetadas são Ladainha e Caratinga, com 22 e 20 casos confirmados cada uma.

Apesar do novo aumento nas notificações, a maioria dos registros ocorreu nas três primeiras semanas de janeiro, de acordo com a secretaria estadual de saúde. Há, no entanto, casos mais recentes em investigação.

Segundo o Ministério da Saúde, a expectativa é que, com o aumento na vacinação nas áreas mais atingidas, o número de novos casos suspeitos nestas regiões diminua nas próximas semanas.

OUTROS ESTADOS

O alerta, porém, permanece devido ao risco de que haja novos casos em outras regiões. Além de Minas, outros Estados com casos em investigação são Bahia, Espírito Santo, São Paulo e Tocantins.

Todos os registros são de febre amarela silvestre, cuja vigilância é feita por meio do monitoramento de epizootias -mortes de macacos- que podem estar relacionadas ao vírus. Já a transmissão ocorre por meio de mosquitos como o Haemagogus e Sabethes, que circulam na área rural.

De acordo com o ministério, não há registro até o momento de transmissão urbana da doença, o que ocorreria por meio de outro vetor, o mosquito Aedes aegypti. A febre amarela urbana não é registrada no Brasil desde 1942.

O risco de um retorno da febre amarela urbana, no entanto, não pode ser descartado, aponta a OMS (Organização Mundial de Saúde). Em boletim divulgado na última sexta-feira, a organização alerta para o risco de que a doença se espalhe para outros países da América do Sul.

Segundo a organização, a ocorrência de mortes de macacos em Roraima, Mato Grosso do Sul e Paraná, Estados que fazem fronteira com Venezuela, Argentina e Paraguai, "representa um risco de circulação do vírus" para estes locais.