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Após decisão judicial, aéreas voltam a aceitar viajantes banidos por Trump

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Cidadãos de sete países banidos dos EUA por um decreto do presidente Donald Trump podem voltar a embarcar em voos com destino ao país, disseram as principais companhias aéreas neste sábado (4).

A mudança ocorre após um juiz de Seattle bloquear ordem executiva de Trump. Seguindo a decisão judicial, o Departamento de Fronteiras dos EUA disse que as empresas aéreas podem embarcar passageiros afetados pelo decreto.

A Qatar Airlines foi a primeira a voltar a permitir o embarque de passageiros nascidos no Iêmen, Irã, Iraque, Líbia, Somália, Sudão ou Somália, desde que tenham os documentos em ordem. Air France, Emirates, Iberia e Lufthansa, entre outras, fizeram o mesmo.

A proibição de viagem, que Trump disse ser necessária para proteger os EUA contra o terrorismo islâmico, gerou caos nos aeroportos ao redor do mundo e foi condenado por grupos de direitos humanos, que consideram a medida como racista e discriminatória.

No entanto, para algumas pessoas que haviam mudado seus planos devido ao veto a nova mudança nas regras não dá garantias suficientes.

Em Dubai, Tariq Laham, 32, e sua noiva polonesa Natalia, abandonaram os planos de viajar aos EUA após se casarem, em julho. O casal não irá rever a decisão.

"É muito arriscado, disse Laham, sírio que trabalha como diretor em uma empresa de tecnologia em Dubai. "A cada dia você acorda e tem uma nova decisão."

A PROIBIÇÃO

A proibição de entrada por 90 dias de cidadãos dos sete países muçulmanos e de refugiados de todo o mundo levou os aeroportos ao caos no final de semana passado.

Pela regra, visitantes de sete países devem ser barrados nas fronteiras e aeroportos. Na semana passada, a Casa Branca recuou e tirou a proibição de imigrantes com residência permanente nos EUA.

No caso de refugiados, o prazo de proibição é de 120 dias para todo o mundo, exceto os sírios, barrados por tempo indeterminado. Trump afirma que a medida é para combater a entrada de terroristas radicais islâmicos.

"Nós devemos manter o 'mal' fora do nosso país", escreveu o presidente Donald Trump em sua conta no Twitter, na noite de sexta, numa aparente resposta à decisão judicial.