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EUA colocam Irã 'em aviso prévio' por teste de mísseis, diz assessor de Trump

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, Michael Flynn, afirmou nesta quarta-feira (1º) que os EUA "estão colocando o Irã em aviso prévio" depois que o país testou novamente um míssil balístico.

O exercício da República Islâmica é o primeiro que ocorre durante o governo de Donald Trump e é feito depois que o republicano determinou por decreto impedir por 90 dias a entrada dos iranianos em território americano.

Flynn condenou o lançamento e afirmou ser um desafio à resolução do Conselho de Segurança da ONU proibindo Teerã de fazer testes com os mísseis, que podem ser usados para acomodar ogivas nucleares.

Ele aproveitou para criticar Barack Obama por fazer o acordo nuclear e derrubar sanções. "Em vez de serem gratos aos EUA por estes acordos, o Irã agora se sente confiante. A partir de hoje, colocamos o Irã em aviso prévio", disse.

"Esta estratégia não está funcionando. O governo Obama falhou em reagir adequadamente às intenções malignas de Teerã, incluindo transferência de armas, apoio ao terrorismo e outras violações das normas internacionais."

O assessor, no entanto, não esclareceu o que colocar o Irã em aviso prévio significa. Horas depois, o porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, disse aos jornalistas se tratar de um alerta à República Islâmica.

"Nós sentimos que estas ações fossem, ao mesmo tempo, uma provocação e uma violação. Este discurso assegura que eles entenderam que nós vamos ignorar estas ações e não reagir a estas ações."

Como parte das negociações pelo acordo nuclear, o Irã aceitou uma exigência das seis potências de estender até 2023 a vigência da resolução da ONU. O país, porém, desafiou a decisão em outubro de 2015 e março de 2016.

O ministro da Defesa iraniana, Hossein Dehghan, disse que Teerã não deixará nenhum país interferir em suas ações de defesa. Além do teste, os EUA criticaram o ataque dos houthis, apoiados pelo Irã, contra um navio saudita no Iêmen.