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ATUALIZADA - Tempestade em SP derruba muro e fere 41 em festa universitária

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Fortes chuvas deixaram na tarde desta quarta-feira (1º) bairros alagados, derrubaram árvores e provocaram uma enxurrada que causou a destruição em uma festa de universitários, na zona leste.

Ao lado do hospital Santa Marcelina, uma enxurrada derrubou o muro de uma chácara, de cerca de dez metros, arrastou carros e pessoas. Segundo a assessoria de imprensa do Hospital Santa Marcelina, o incidente deixou 41 feridos, a maioria deles com escoriação leves.

O hospital informa que a maioria dos socorridos foi liberada. Não há informação exata de quantos ainda estão internados, mas nenhum deles está em estado grave.

Inicialmente, duas pessoas chegaram a ser contabilizadas como desaparecidas, mas foram localizadas em atendimento no hospital Santa Marcelina.

No local era celebrada uma festa de calouros da universidade Santa Marcelina. Segundo Benedito Salim, 80, dono da chácara, havia cerca de 150 pessoas na comemoração, que teve início por volta de meio-dia e deveria ter acabado às 17h.

A festa Caloucura foi organizada pela associação atlética dos alunos de medicina da universidade.

O bairro de Itaquera acumulou rapidamente 52 milímetros de chuva, o maior índice da cidade, nesta quarta-feira. Por isso, o rio Verde, próximo ao estádio do Corinthians, transbordou também causando transtornos.

Outros córregos na zona leste que transbordaram foram o do Lajeado, no Itaim Paulista, e Itaquera-Mirim, em Guaianases.

Houve ainda queda de muros em Guaianases e Sapopemba.

No extremo norte da cidade, o córrego Perus também teve transbordamento. Na região, a gestão Fernando Haddad (PT) prometeu a construção de cinco piscinões, atualmente em fase de licitação.

Além disso, no meio da tarde, a chuva já havia derrubado sete árvores, grande parte no centro expandido.

Na avenida Angélica, a queda de uma árvore de grande porte interditou um quarteirão inteiro, entre as ruas Piauí e Maranhão. Funcionários da Prefeitura usam serras elétricas para cortar o tronco da árvore do meio da via e remover os pedaços.

Com a chuva, muitos semáforos apagaram e entraram no modo piscante na cidade. Na esquina das ruas Aracaju e Maranhão, agentes da CET tiveram de controlar o tráfego de veículos.

Com rajadas de vento de 53 km/h, o aeroporto de Congonhas chegou a ter partidas canceladas e chegadas desviadas para outros aeroportos.