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Em evento com investidores, Doria agradece apoio de empresários

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MARIANA CARNEIRO

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Em um balanço parcial de governo feito a uma plateia de investidores e analistas do mercado financeiro nesta terça-feira (31), o prefeito João Doria (PSDB) destacou os feitos de seus 31 dias de mandato, alguns deles, segundo ele mesmo admitiu, obtidos graças à ajuda do setor privado.

"Dinheiro a gente não tem, a gente tem criatividade", respondeu o prefeito quando um jornalista lhe perguntou qual seria sua verba para obras. Doria não enrubesce ao admitir que faz pedidos frequentes a empresários.

"O que eu mais faço é fazer pedido. Eu faço isso com bom sentimento e as pessoas respondem positivamente. Até hoje, todo mundo respondeu positivamente, sem contrapartida nenhuma. Sem aquilo de "eu faço isso mas quero aquilo". Todos estão fazendo pelo gesto de cidadania, pela cidade."

Um dos primeiros contatados, segundo o prefeito, foi o presidente da Mitsubishi, Eduardo Souza Ramos, que se prontificou a fabricar dez veículos com guincho que serão usados no projeto Marginal Segura. Em seguida, Doria disse que telefonou ao dirigente da Honda, que ofereceu 20 motos, das quais dez serão usadas nas marginais e dez serão usadas pela guarda civil municipal.

"Então liguei para o senhor Yamaha, que também não conhecia, e disse 'olha, seus concorrentes estão colaborando' e eles também doaram 20 motos. Liguei também para Fiat, e disse 'vai pegar mal uma empresa líder de mercado não colaborar' e eles vão recuperar 102 veículos. E pedi ainda mais dois veículos", contou o prefeito a uma plateia de endinheirados.

O novo uniforme da CET, que mudará de cor e será amarelo, também será doado, adiantou o prefeito.

Na lista de auxílios de empresários à sua gestão, Doria anunciou ainda que receberá apoio de 52 empresas de construção civil, entre elas Cyrela e Deca, para reformar os 83 abrigos para pessoas em situação de rua. O primeiro a ser recuperado será o do Prates, na Luz, cujo projeto também foi doado por uma arquiteta amiga.

O monumento de Tomie Ohtake foi recuperado com o patrocínio das tintas Coral, o parque Raposo Tavares por empresas locais e os banheiros do Ibirapuera, cujo mal estado de conservação foi "denunciado" pela jurista Janaina Paschoal, coautora do processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, por uma construtora.

"No dia seguinte liguei para o Elie Horn [dono da Cyrela] e pedi ajuda para reformar os 16 banheiros do Ibirapuera. Não perguntou quanto iria custar, só disse 'conte comigo'", contou Doria. E assim Horn também assumiu a recuperação das marquises do parque.

PICHAÇÕES

O prefeito fez comentários ainda sobre a campanha que tem feito contra pichadores, a chamada "guerra do spray". "Eu não tenho problema em enfrentar os pichadores. Outros sucumbiram. Não resistiram à pressão, eu resisto. Lugar de pichador é na prisão, lugar de destruidor é na prisão", afirmou.

"Uma coisa é grafiteiro, é muralista, esses têm que ser protegidos. Outra coisa é pichador. Esses terão enfrentamento comigo durante quatro anos. Ou mudam de profissão, viram grafiteiros como Os Gêmeos, ou mudem de cidade. Pois terão no prefeito um adversário permanente", disse o prefeito, aplaudido pela plateia de investidores e analistas.

Doria disse ainda que já sabe que os pichadores da ponte Estaiada são um casal. "Eles vão ver onde vão pichar quando pegarmos eles."

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