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Uma pessoa morre após segunda maior cheia da história de rio no Acre

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O rio Juruá, no Acre, atingiu 14,15 m de profundidade nesta terça-feira (31), sua segunda maior cheia registrada na história, de acordo com o governo do Estado. Com a alta das águas, pelo menos uma pessoa morreu.

Na segunda (30), a prefeitura de Cruzeiro do Sul, segunda maior cidade do Acre com cerca de 80 mil habitantes, havia decretado estado de emergência devido aos alagamentos causados pela subida do rio.

A cidade é atravessada pelo Juruá, que ultrapassou a sua cota de transbordamento -14 m. A maior profundidade registrada no rio foi em 1995, quando chegou a 14,18 m.

Até o momento uma morte foi registrada devido à cheia. Um pescador que trabalhava no Juruá foi encontrado morto às margens do rio nesta terça-feira. Ele havia desaparecido na segunda.

Segundo o governo, 1.904 pessoas foram removidas por morarem em regiões atingidas pelo alagamento. Na área urbana, 12 bairros foram afetados pelas cheias, que foram causadas pelo alto volume de chuvas na região.

A vice-governadora do Estado, Nazareth Araújo (PT), foi a Cruzeiro do Sul nesta terça-feira e se reuniu com autoridades do Município para tratar de procedimentos de socorro às vítimas.

Segundo o coordenador da Defesa Civil Estadual, coronel Carlos Batista, com diminuição das chuvas a velocidade de subida das águas diminuiu.

"A gente acredita que nas próximas 24 horas o Rio Juruá aponte sinais de estabilidade, diminuindo sua velocidade de subida. Estamos preparados para qualquer cenário", afirmou.

CHEIAS

Outros rios do Acre estão em nível mais alto do que o comum. O Rio Taraucá, que passa perto de cidade do mesmo nome, estava com 10,6 m de profundidade na manhã desta terça. Quando ele ultrapassa 9,5 m já é considerado em transbordamento. Até agora, 16 famílias foram removidas de áreas de risco.

Em 2014, uma enchente causada pelo transbordamento do rio Acre alagou 80% do município de Brasileia, que também é cortado pelas águas.

Os rios Acre, que passa pela capital Rio Branco, e Envira, em Feijó, estavam com 12,4 m de profundidade nesta terça-feira. Segundo medição do Corpo de Bombeiros, eles tiveram elevação de 33 cm em 24h, mas permanecem abaixo de situação de alerta -que é de 13,5 m para ambos.

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