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Banimento decretado por Trump irá impedir diretor iraniano de ir ao Oscar

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O decreto assinado pelo presidente Donald Trump na última sexta (27), barrando a entrada de refugiados nos Estados Unidos e de cidadãos de sete países de maioria muçulmana, irá impedir o diretor iraniano Asghar Farhadi, indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro por "O Apartamento", de participar da premiação, marcada para o dia 26 de fevereiro em Los Angeles.

Fontes ouvidas pelo jornal "The Independent" confirmaram que Farhadi será proibido de entrar no país por causa do decreto, que suspendeu por 90 dias a emissão de vistos para cidadãos de sete países: Irã, Sudão, Síria, Líbia, Somália, Iêmen e Iraque. Trump disse que a medida seria necessária para proteger o país de "terroristas islâmicos radicais".

Na sexta, a iraniana Taraneh Alidoosti, protagonista de "O Apartamento", anunciou em seu perfil numa rede social que irá boicotar o Oscar por causa do "racismo" de Trump.

"O plano de Trump de banir o visto para iranianos é racista", escreveu a atriz no Twitter. "Quer isso inclua ou não eventos culturais, eu não comparecerei ao Oscar 2017 em protesto."

A relação conturbada entre artistas iranianos e os EUA não é novidade. Em 2012, ao levar a estatueta de melhor longa estrangeiro por "A Separação", Farhadi protestou contra a forma como seu país é tratado:

"O nome do Irã é mencionado aqui [na cerimônia do Oscar] por causa de sua gloriosa cultura, uma rica e antiga cultura que está sendo escondida debaixo do pesado pó da política."

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