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SIP condena ataques do governo Trump à imprensa e jornalistas

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) condenou, em nota divulgada nesta sexta-feira (27), os ataques do governo do presidente Donald Trump nos EUA a meios de comunicação e jornalistas.

O presidente da SIP, Matt Sanders, afirmou que as declarações do estrategista-chefe de Trump, Stephen Bannon, de que a mídia "deveria ficar de boca calada" não correspondem "ao espírito da Primeira Emenda", que garante a liberdade de expressão nos EUA.

Ele ressaltou que, embora tudo ainda esteja no âmbito de declarações e opiniões de Trump e seus funcionários, "corre-se o risco de estar se criando um clima propício que poderia desencadear medidas restritivas concretas" à atuação da imprensa.

Sanders lembrou ainda que, desde a campanha eleitoral, Trump atacou a imprensa, chamando-a de mentirosa e desonesta, além de ter atacado profissionais da mídia. "Temos experiência na SIP em observar como outros presidentes da região passaram de um discurso incendiário à censura direta de veículos e jornalistas. Estamos atentos e alertas diante dessa situação."

Na semana passada, durante visita à CIA, Trump afirmou que está "em guerra" contra a mídia e que os jornalistas "estão entre as pessoas mais desonestas do planeta".

JORNALISTAS DETIDOS

Detidos pela polícia ao fazer a cobertura de protestos anti-Trump no dia da posse do presidente, seis jornalistas receberam acusações de crimes graves, podendo ser condenados a até dez anos de prisão e multa de US$ 25 mil (R$ 80 mil).

Esses profissionais estão dentre os cerca de 230 detidos em manifestações em Washington no dia 20. Nos protestos, houve depredação e confronto com agentes de segurança a poucas quadras do trajeto do desfile presidencial, que fez parte da cerimônia de posse de Trump.

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