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Trump vai barrar cidadãos de países islâmicos e refugiados, diz imprensa

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciará nesta quarta-feira (25) que vetará a entrada no país de cidadãos de alguns países muçulmanos por um mês e da maioria dos refugiados nos próximos quatro meses.

As medidas deverão ser apresentadas após uma reunião no Departamento de Segurança Interna, dizem membros do novo governo ao jornal "The Wall Street Journal" e às agências Associated Press e Reuters.

Segundo os três meios de comunicação, dentre os países cujos cidadãos terão a entrada proibida por pelo menos 30 dias estão Irã, Iraque, Líbia, Somália, Sudão e Iêmen -todos países de maioria muçulmana.

Iraque, Líbia, Iêmen e Somália estão em conflito armado aberto, com forte presença de grupos terroristas como a Al Qaeda e o Estado Islâmico. Irã e Sudão estão na lista americana de países que apoiam o terrorismo.

Trump também vetará por ao menos quatro meses a concessão de refúgio a estrangeiros, exceção feita àqueles que fogem da perseguição religiosa em seus países, como os cristãos em nações muçulmanas.

Todos os detalhes ainda não estavam definidos até a noite desta terça (24). Os integrantes do governo americano afirmavam que ainda faltavam acertar algumas regras para as restrições aos refugiados.

Não houve, porém, nenhuma menção à Síria, que está na lista de nações patrocinadoras do terrorismo e passa por quase seis anos de guerra civil. No governo Obama, mais de 10 mil refugiados sírios foram admitidos.

A proposta está em consonância com o plano de Trump de vetar a entrada de cidadãos de países que patrocinam o terrorismo. Inicialmente, ele havia dito que impediria vistos para quaisquer muçulmanos.

As medidas são parecidas às tomadas pelo então presidente George W. Bush depois dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001. Houve uma revisão dos procedimentos antes de a imigração ser liberada meses depois.

MURO

Outra questão que será anunciada nesta quarta (25) é como o governo fará a construção do muro na fronteira do México. O próprio Trump deu pistas no final da noite de terça (madrugada de quarta em Brasília).

"Grande dia planejado amanhã [quarta] no [Departamento de] Segurança Nacional. Entre várias outras coisas, nós vamos fazer o muro", disse o presidente americano, em mensagem no Twitter.

Ele deverá assinar um decreto destinando recursos para a construção e deve se basear em uma lei de 2006 para erguer a barreira, embora ainda não se saiba como ele forçará o México a pagar por ela, como prometeu.

O país vizinho afirma que não vai desembolsar o dinheiro, motivo pelo qual a suspeita é de que ele recorrerá às remessas dos mexicanos ao país natal ou aos impostos a produtos produzidos do outro lado da fronteira.

As medidas deverão ser mais um complicador na mesa do encontro entre Trump e o presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, na próxima semana em Washington.

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