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Homens do Exército chegam a Natal para reforçar segurança nas ruas

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DANILO SÁ

NATAL, RN (FOLHAPRESS) - Cerca de 650 homens do Exército chegaram a Natal nesta sexta-feira (20) para fazer policiamento ostensivo a fim de tentar conter o caos que se espalha pela cidade depois de um motim que deixou ao menos 26 mortos no presídio de Alcaçuz desde o dia 14.

Neste sábado (21), outros 750 militares chegarão à capital potiguar e, até domingo (22), 1.846 homens do Exército no total já estarão patrulhando as ruas de Natal e região metropolitana, anunciou o ministro da Defesa, Raul Jungmann.

"A ordem pública, o controle social, a tranquilidade, a propriedade, o direito de ir e vir dos cidadãos e cidadãs aqui de Natal e da Grande Natal será assegurado. Não vamos admitir descontrole, não vamos admitir que venha a imperar o medo e a desordem aqui como da vez anterior", disse Jungmann antes de se reunir com o governador do Estado, Robinson Faria (PSD), nesta sexta-o governador pediu a presença das Forças Armadas após os ataques deixaram uma série de ônibus queimados desde quarta.

A ação dos militares vai durar dez dias. "Não vamos substituir nenhuma função das polícias. A exceção daquelas que diz respeito a policiamento ostensivo e repressivo nas ruas, garantindo a lei e a ordem", disse Jungmann.

O ministrou negou, porém, que o Exército fará a segurança no perímetro externo de Alcaçuz, onde não há impedimentos para aproximação de pessoas de fora. "Se eu estou fazendo o policiamento em toda a região metropolitana, eu estou liberando a Polícia Militar para fazer isso em quantidade de homens suficiente", disse ele. "Nós estamos colocando aproximadamente 2.000 homens, e liberando 2.000 homens da PM."

Além da atuação das Forças Armadas no policiamento de Natal, Jungmann deu detalhes sobre a atuação de homens do exército dentro de presídios, anunciada por Temer na terça (17).

"As forças armadas não entrarão em contato com os presos, não vão reprimir facções, não vão manejar presos. O que elas vão fazer, única e exclusivamente, será a vistoria, a varredura e a limpeza das unidades prisionais", disse ele, chamando de tragédia as chacinas de Manaus e Roraima nas duas primeiras semanas do ano. "Essa tragédia é potencializada, é multiplicada, pelo fato de dentro das unidades prisionais, hoje, existem armas, existem arma de fogo, munição, explosivo, barra de ferro e facão."

O ministro ainda aproveitou para alfinetar os governos estaduais, responsáveis pela manutenção do sistema carcerário. "Feita a vistoria, feita a varredura e a limpeza, que os presídios continuem limpos, livres de arma e munição, é atribuição dos governos estaduais, das suas secretarias de segurança e dos seus órgãos penitenciários."

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