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Atirador de boate foi combatente do Estado Islâmico, diz imprensa turca

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O autor do massacre em uma boate de Istambul no dia 1º de janeiro, que deixou 39 mortos, foi combatente do EI (Estado Islâmico) na Síria, afirmou nesta terça-feira (3) a imprensa turca. O grupo reivindicou o atentado nesta segunda-feira (2).

Ele entrou na Turquia a partir da Síria, onde integrou o EI, razão pela qual "domina o uso das armas de fogo", afirmou o jornal "Hurriyet".

O criminoso, que segue foragido, estava treinado para o combate urbano e foi "escolhido especialmente" para lançar o ataque contra a boate Reina, afirmou o jornalista próximo ao poder Abdulkadir Selvi.

O extremista utilizou carregadores duplos para otimizar o tempo de recarga e mirou sempre no tórax das vítimas, afirmaram os jornais "Hurriyet" e "Haberturk", citando fontes da investigação.

As autoridades turcas divulgaram fotos do criminoso tiradas em diferentes ocasiões. Uma delas o mostra em uma casa de câmbio de Laleli, um bairro conservador de Istambul, provavelmente dias antes do atentado.

Segundo o jornal "Haberturk", o atirador chegou em novembro passado a Konya (sul) com sua esposa e seus dois filhos "para não chamar a atenção".

A esposa do extremista formaria parte do grupo de 12 pessoas atualmente detidas em conexão com o massacre, acrescentou o jornal.

Diante da informação, não confirmada, que de o suspeito seria nascido no Quirguistão, o serviço de segurança do país se manifestou, afirmando que estava verificando o fato e em contato com a autoridades turcas.

Até o momento, o nome do suspeito ou seu vínculo com o EI não foram divulgados oficialmente, sustentou Abdulkadir Selvi.

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