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Sem cumprir meta de ir em todas as casas, governo estende ação antiaedes

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NATÁLIA CANCIAN
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Sem cumprir a meta prevista de visitar 100% dos imóveis do país até o fim de fevereiro em ações contra o Aedes aegypti, o governo decidiu estender as inspeções em busca de focos do mosquito transmissor de dengue, zika e chikungunya.
Ao todo, foram visitados 88,8% dos imóveis registrados no país -o equivalente a 59,6 milhões de casas, apartamentos e estabelecimentos públicos ou comerciais, segundo balanço divulgado nesta sexta-feira (4).
Deste total, 48,2 milhões foram vistoriados entre o início de janeiro e o dia 29 de fevereiro. Outros 11,3 milhões estavam fechados ou houve recusa para o acesso.
No balanço, o Ministério da Saúde diz que o monitoramento continuará por meio de um "novo ciclo" de mobilização e defende que as ações "devem ser permanentes".
Ainda segundo o relatório, 3,36% dos imóveis visitados, ou 1,6 milhão, tinham focos do mosquito Aedes aegypti em recipientes com água parada. A meta é reduzir o percentual de imóveis com focos do mosquito para menos de 1%.
Entre os Estados, Pernambuco teve o maior volume de visitas, seguido de Rondônia e Mato Grosso do Sul. As inspeções foram feitas por 266 mil agentes comunitários de saúde e 46 mil agentes de controle de endemias, além de militares.
Desde o dia 1º de fevereiro, agentes podem entrar à força em imóveis fechados ou em locais onde o proprietário recusa a vistoria e há risco de haver focos do Aedes aegypti. A medida ocorre após dois alertas prévios em um intervalo de dez dias.
Essa não é a primeira vez que o prazo para que a meta seja atingida é prorrogado. Inicialmente, a meta do governo era visitar 100% dos imóveis até o fim de janeiro. Mas atrasos na instalação de salas de coordenação e controle nos Estados, planejadas para acompanhar as visitas, fizeram com que o prazo inicial fosse estendido até o fim de fevereiro.