Geral

Bairros alvos de mutirão em Campinas continuam com focos de mosquito

.

VENCESLAU BORLINA FILHO
CAMPINAS, SP (FOLHAPRESS) - Cinco dias após o mutirão nacional de combate ao mosquito transmissor da dengue, chikungunya e vírus da zika, os bairros vistoriados por funcionários da Prefeitura de Campinas e militares do Exército acumulam pneus velhos, lixo e entulho, criadouros potenciais do Aedes aegypti.
O mutirão contou com a presença do ministro da Defesa, Aldo Rebelo, e do governador Geraldo Alckmin (PSDB), que participaram de uma ação de mobilização no parque do Taquaral, o mais tradicional do município.
Segundo a prefeitura, foram visitados 7.160 imóveis em 11 bairros das regiões sul e sudoeste. Em 30% deles não houve vistoria porque o proprietário não estava ou se recusou a abrir a porta.
A coordenadora do programa municipal de arboviroses, Andrea Von Zuben, disse que não há data para que funcionários da prefeitura e militares voltem aos endereços. Apesar disso, ela afirmou que o trabalho permanece em outras áreas de Campinas.
Segundo moradores da rua Serra Diamantina, no bairro da Baronesa, região sul da cidade, o mutirão que passou pelo local no último sábado (13) "esqueceu" de vistoriar o córrego. Nesta quinta (18), a reportagem viu lixo, garrafas plásticas e pneus na água.
Próximo dali, no Jardim Ouro Branco, parte do asfalto da rua Elias de Oliveira Sabóia cedeu. A prefeitura colocou placas no local indicando obras, mas não havia ninguém trabalhando. Ali também havia cúmulo de pneus, entulho e lixo.