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Lech Walesa foi informante do regime comunista, revelam documentos

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O diretor do instituto de história da Polônia informou nesta quinta-feira (18) que documentos recém-descobertos mostram que o ex-presidente do país e fundador do sindicato Solidariedade, Lech Walesa, atuou como informante dos serviços de segurança da era comunista no país.
Walesa foi pago para atuar como informante entre 1970 e 1976, segundo os documentos.
Símbolo da luta contra o regime comunista no país, o fundador do Solidariedade já havia admitido ter assinado um compromisso para ser informante do regime comunista, mas afirmou que nunca atuou nesse sentido.
Em 2000, ele foi absolvido por um tribunal especial que analisou o caso.
O chefe do Instituto Nacional de Memória, Lukasz Kaminski, disse nesta quinta (18) que documentos apreendidos nesta semana na casa do último ministro do Interior do governo comunista, o general Czeslaw Kiszczak, já morto, incluem um compromisso para fornecer informações para a segurança secreta.
O documento está assinado com o nome de Walesa e seu codinome, Bolek.
Há também páginas de relatórios e recibos de dinheiro assinados por Walesa.
"As 279 páginas de documentos parecem ser autênticas e serão tornadas públicas em um momento oportuno", disse Kaminski a repórteres, acrescentando que os historiadores precisam de tempo para analisar seu conteúdo.

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