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Fiocruz estuda se vírus zika é passado por sangue e sêmen

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BRUNA FANTTI
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) estuda se a transmissão do vírus zika pode ocorrer também através de sangue, sêmen e leite materno. A informação foi confirmada nesta quarta (2) pelo vice-diretor de Serviços Clínicos do Instituto Nacional de Infectologia, José Cerbino Neto.
"Por enquanto só temos relatos esporádicos de transmissões por esses fluidos na literatura médica, nenhuma confirmação", disse Cerbino Neto.
A única forma de transmissão do vírus confirmada até agora é pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo da dengue. A relação entre zika e microcefalia em bebês foi confirmada.
Cerbino, no entanto, afirma que as grávidas devem manter relações sexuais com o uso de camisinha. "Recomendo isso não só pelo risco, apesar de não confirmado, de transmissão do vírus zika, como para qualquer outra doença."
Em relação ao leite materno, Cerbino diz que a lactante com vírus zika deve procurar um médico para debater se continua ou não com a amamentação.
"Se a criança for infectada depois do nascimento, o risco de microcefalia ou qualquer outra má-formação é inexistente", diz.
"No entanto, os sintomas em uma criança são mais fortes que em um adulto, fora que a imunidade do bebê é mais vulnerável do que a de um adulto", afirma Cerbino.

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