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Venezuela prende dois ex-chefes de estatais alimentícias

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - As autoridades venezuelanas anunciaram ter prendido, sob acusação de corrupção, o ex-presidente de uma estatal produtora de alimentos e a ex-chefe de uma rede estatal de supermercados, em meio à grave crise de abastecimento vivida pelo país.
O ex-presidente da Corporación Venezolana de Alimentos (CVAL), Heber Aguilar, e a ex-presidente da rede de supermercados Bicentenário, Bárbara González, estão detidos há uma semana, acusados de desviar produtos subsidiados pelo governo e embolsar o dinheiro das vendas, segundo boletim do Ministério Público venezuelano.
Também foram detidos uma executiva da CVAL, Bárbara Figueroa, e outros três funcionários, acusados de "peculato" e "roubo contínuo".
Em entrevista coletiva neste domingo (31), o ministro venezuelano do Interior, Gustavo González López, deu a entender que os acusados desviavam alimentos para restaurantes e os vendiam a preços "especulativos".
González chamou os acusados de "traidores" por atuar "em seu benefício pessoal" e disse que as autoridades investigam outros suspeitos de participar do suposto esquema. A defesa dos acusados não se pronunciou.
A Venezuela vive profunda recessão e grave crise de desabastecimento, e as finanças do país entraram em situação ainda mais crítica com a queda do preço do petróleo.
No ano passado, o Exército venezuelano chegou a ocupar armazéns das Empresas Polar, maior grupo privado alimentício do país.
O presidente Nicolás Maduro já acusou empresários de ocultar estoques de alimentos e criar filas propositalmente, com o intuito de jogar a população contra o seu governo.
O empresariado venezuelano nega as acusações e diz que a escassez é resultado das políticas econômicas chavistas.

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